#LIMITES NO OCEANO DA VIDA# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA



O que me vem ao pensamento,
O que preenche o vazio de por trás dele,
Ritmo de árias antigas,
Lembrar-me a mim em silêncio e sigilo,
Carvalhos tem de desabar,
Enquanto a orla de sentimentos,
Quimeras do nada,
Espera passar a brisa dos infortúnios.
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Uni-verso de horizontes - a saudade
Do que de re-tornar não há
Outro uni verso - a esperança
Dos instantes que ad-virão
Dos momentos que hão-de ser;
No presente - em trevas sempre, ensombrado -
Existe a alma carente, cheia de ambição
Na utopia voluptuosa,
No sonho extasiante
No verbo de chamas faiscantes
Do passado, futuro.
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Lateja-me aquela ternura verdadeira
Que, a despeito de toda labuta,
Faz a minha existência apetecida
E num canto bem reservado, escondido
Abrigo um mundo inteiro.
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A mais íngreme filosofia
É a daquele que verte pujantes lágrimas,
Repousa na grama viçosa
À margem esquerda do rio,
Soluços e suspiros,
Lastimando o percurso das águas.
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A fome insaciável do ser,
A criatura habita toda obra,
Saudade, este sentimento de vazio,
Chego aos auspícios da colina,
Observo a paisagem do bosque,
Desço à vertente dos ventos de leste
Tivesse eu aquela imensa,
Aquela luzência imortal,
Que toda luz emana e resume,
Limites no oceano da vida...


#riodejaneiro#, 15 de outubro de 2019#

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