*MAGIA DA PALAVRA, ALÉM INTERPRETAÇÃO** - Título: Graça Fontis, Manoel Ferreira Neto/AFORISMO: Manoel Ferreira Neto
Onde estavam os homens que traziam a morte?
Dentro das barcaças, contando mercadorias.
Nas construções, onde trabalhavam dezenas de pessoas.
Nos batuques clandestinos, onde corpos se roçavam com corpos.
Nos hotéis miseráveis, onde reinava a mais absoluta promiscuidade.
No mato, procurando cortiços de abelhas.
No barranco, misturados aos embarcadiços.
E encerrados, sobretudo no medo. Medo de se denunciarem e serem atirados
ao isolamento.
Lugar onde ninguém os poderia encontrar.
A noite corria serena. As árvores, impassíveis. Adivinhava-se a presença
do Rio das Pulgas. O batuque prosseguia com loucura. Uma só massa a girar em
torno ao fogo que morria, um só corpo embriagado uivando com arremessos
desordenados.
Pode ninguém acreditar as coisas estarem se dando deste modo, neste
estilo, pois, de que ponto de vista for interpretado, haver coerência de
sentimentos e emoções, a língua é erudita, culta, a linguagem filosófica e
poética, se é possível haver alguma neles: quem sabe seja “harmonia”?!... -
creio a imagem se atrapalhara no comenos da perspectiva, saindo sem algum
tempero, sal, nenhum.
É isto a magia da palavra, deixando-a dizer ao longo da criação, da
imaginação, da intuição, da poesia no tato de cada dedo, em especial, aí
ninguém sabe qual delineia a linguagem; e saber que se me não fora vocacionado
conhecer emoções e sentimentos que percorrem todo o corpo, acreditei nela,
sabendo agradecê-la alegrias e satisfações, hoje me orgulhar dizer ir “aquém de
qualquer além”, - de qualquer além? Algum além há!... - e com esta resposta
deixo as pessoas de tabernas em tabernáculos, bares em botequins, esquinas em
porta de igrejas, buscando saber o que desejei dizer com isto. Sem sentido.

Bom dia meu amigo herói,te admiro muito por tudo isso que a sua capacidade constrói!...
ResponderExcluir