**REVERS-ITUDE DE INFIN-ITIVOS ESPECTROS** - Manoel Ferreira


"A" com acento
- grave, craseando desejo, sonhos -
quê tormento!
À revers-itude de infin-itivos espectros
A luz cintilante das utopias que resplendem os uni-versos
Os raios numinosos dos idílios da melancolia, nostalgias
Da felicidade que encaracola desejos e vontades do pleno
Às plen-itudes de infin-itas paisagens do horizonte
Miríades de brilhos faiscantes resplandecem o eterno
In-visível, in-in-teligível, sensações, ilusões de óptica
Brincando de elencar a-nunciações de sentimentos
Dentro de outros sentimentos, dentro de outros sentimentos
Diversão ingênua, simples, inocente
Dentro de outras idéias que idealizam o "eu poético
Que versaliza os sons da memória entre lembranças e quimeras
Que verbaliza a música dos volos que floram na floração
Do tempo que corre nas asas do vento
Do vento que zigue-zagueia entre as árvores frondosas da floresta
Às etern-itudes da terceira margem do rio que corre livre
Nas sinuosidades dos caminhos entre as serras,
A beleza do belo visível na superfície lisa do espelho
Sob a neblina fina e suave, imagem embaciada das constelações,
O sorriso adorna alguma emoção que se oculta
Assim que se revela,
Talvez alguma inspiração da uni-versal-idade de espectros
Infin-itivos de invers-itudes que per-vagam os re-cônditos
In-consci-entes do genesis e apocalipse, origem do "ser"?
Imaginários do abismo das ilusões, fantasias da verdade,
Talvez alguma intuição do que habita o inter-dito do absoluto
Remanescências, outrens de pre-núncios do além,
Talvez alguma percepção do que reside no além-dito das sorrelfas
Hoje as folhas das árvores estão molhadas de gotículas de chuva
Talvez alguma visão sensível do que trans-cende o espírito
Ser do verbo Amor
Ser intrans-itivo da Cáritas
Ser imperfeito que perfecciona versos in-audíveis da solidão
No silêncio, na con-templação da beleza do crepúsculo,
O chão coberto de pétalas,
Rios cheios de graça e encantamento
Das fontes jorrando lâminas de águas, gotículas no ar
Toques de sinos
São orações
São rezas pias
Das solidões
O brilho do olhar encantado com a exuberância do pôr do sol
À revers-itude
De infin-itivos espectros
À In-vers-itude
De infin-itas luzes a pres-ent-ificarem a noite de lua minguante
À ad-vers-itude
De sons da solidão que ludica ludicamente as vers-itudes
Versáteis de versos que sonetizam quimeras e verdades
Que ex-tasiam de estesias das esperanças e sonhos
A música romântica que sonoriza idílios da levez do ser...



Manoel Ferreira Neto
(05 de novembro de 2016)


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