COMENTÁRIO-CRÍTICO DA AMIGA MARIA FERNANDES À FÁBULA //**SEMENTES DO IN-FINITO E DO VERBO-DE-SER/


"Plantai e colhereis"! Sem dúvida meu amigo, ninguém pode colher o que não plantou! Logo devemos ir procurando o caminho da felicidade, do infinito, não esquecendo de plantá-lo com sementes e depois colheremos os frutos. A obra literária é feita de pequenos textos, pequenos pensamentos, sempre sem desanimar. No final obteremos a obra completa. Parabéns. Um abraço, amigo , Manoel Ferreia Neto.




Maria Fernandes.




**SEMENTES DO IN-FINITO E DO VERBO-DE-SER**




Imaginai vós, andando a esmo pelos caminhos-da-roça, perambulando pelas estradas de poeiras, trilhando as margens de rios, devaneando no Infinito, buscando um lugar onde "armar" o barraco!... Imaginai que, num momento, chegais a um pampa, e diz para vós mesmo: "Aqui é o lugar onde queria iniciar a vida. Estive perdido, andando a esmo, mas na minha alma algo me apontava este lugar..." Durante toda a caminhada perdida, tinha algumas sementes nos bolsos, sementes de alface, de jiló, para garantir não iria passar fome.
Vós chegais... Vós começastes a plantar estas sementes, com muitas esperanças, eivado de sonhos os mais profundos e abismáticos. Cavar a terra com as mãos, plantar, cobrir de terra, tendo de andar por algum tempinho até encontrar água, voltar e aguar a plantação.
Num sonho, as sementes aumentaram. Quando acordastes, não era um sonho. realmente ao vosso lado muitas sementes, convite expresso para plantá-las. Pusestes a cavar, plantar, cobrir de terra. No tempo, aquele lugarzinho simples, humilde, vegetação natural, torna-se um sítio de seivas do Ser e do Verbo.
No tempo, a vida, a plen-itude, as verdades, as peren-itudes, a pre-sença de novos sonhos, o "homem novo"...
Imaginai agora vós dizendo: "Cheguei aqui, quando nada era, apenas um "eu poético", ad-vindo não sei de onde, disse-me que armasse o barraco aqui, e eu segui esta intuição. E agora este campo a perder de vista de todas as qualidades de alimentos para o corpo, para a alma, para o espírito. Aquelas estradas por onde andei são apenas éritos de um tempo. Vivo hoje as éresis do presente, sempre projetadas às iríases do futuro."




Manoel Ferreira Neto
(*RIO DE JANEIRO*, 06 de novembro de 2016


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