**ANTI-POEMA DAS UTOPIAS E SORRELFAS**
Espectros...
Ilumine
o Vale das Orquídeas Lilases
Devaneie
nos raios amenos do sol
Tocarem
a natureza, a terra
Quimere-se
no inaudito das vozes do in-finito
Entoarem
de ritmos e melodias... o espírito da pureza
Sorrelfe-se
com as sombras de por baixo das árvores
Sin-estesie-se
com o silêncio do crepúsculo...
Selva
de sons, ouço distante uma gaita afinadíssima
Acompanhando-a
harpa e piano, canção do silêncio...
Sinta
nos recônditos interstícios do âmago,
A
flama ardente das contradições e dialéticas
Da
metafísica do inferno, vice-versa, inferno da metafísica
Delicie-se
com o aroma dos campos de trigos,
Pasme-se
com o cheiro de enxofre nas alamedas,
Vanglorie-se
com os sentimentos, emoções, sensações
De
liberdade...
De
consciência...
De
responsabilidade...
De
entrega às utopias, utopias a se tornarem estrelas
Da
lucidez, ciência, buscas inestimáveis do sublime
Selva
de silêncios,
O
frio da neve das dúvidas medos
Da
psicanálise do inferno, vis-à-vis, inferno da psicanálise
Não
se incomode com a neblisca das in-verdades e mentiras
Glorifique-se
com o sabor das maçãs, com os batimentos
Das
maçãs
Envaideça-se
com as inspirações, sinfonia da beleza do belo
Cítaras
das ilusões, no bosque ovelhas pastam levemente
Percepções...
Intuições...
Condores
e águias deambulam na praia
Ondas
tocando-lhes os pés.
Espectros...
In-audito
da linguística do amor e da ternura
In-audito
da semântica da cáritas e da katharsis
In-audito
do anti-poema das utopias e sorrelfas.
Manoel
Ferreira Neto
(*RIO
DE JANEIRO*, 09 de novembro de 2016)

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