***ÁPICE DO NADA, VERBO DO TUDO*** - Manoel Ferreira


Solidão...
Carência...
Medo...
Pectivas de ilusões da esperança do verbo de afluir-a-ser, nas plen-itudes, eximindo os in-fin-itivos do tempo, con-fin-itivos do vento, nad-ificando os pretéritos da memória, arribando os gerúndios do não-ser, abismos trans-figurados vazios, iluminando de fantasias e sorrelfas, o infinito vazio, éritos da alma vers-ificados de nostalgias, melancolicas, vers-ejados de lembranças, re-cordações, angústias e incertezas per-vagando os confins de arribadas da miséria nadificando valores eivados na imundície das hipocrisias e vaidades... na sujeira das farsas e orgulhos... na lama das falsidades e dissimulações... Pers de isolamento, sentimentos de heresia e proscrição ad-jacentes ao desejo irreversivel de mostrar em verso e estrofe as penúrias da ausência de um xodó, e na página apenas símbolos nadificados iludindo a si mesmos serem palavras em cujos eidos residem na trans-cendência o além, símbolos insossos.
Solidão, nas erésis das semânticas e linguísticas, pane et circenses, o riso da falência, a ruminância da frustração aquém de outros idílios, zurros, grunhidos, coaxos do fracasso dentro de outras misérias da con-ting-ência, dentro de outras voluptuosidades da sabedoria, voluvel-itudes an-alfabetas e ignaras do sublime, circun-vagando nos terrenos baldios do in-consci-ente, olhando e perscrutando o outro além da porta, no buraquinho, onde o outro, nu, saltita ao ritmo de blues, neblina, neblina velando o ápode das montanhas, parecendo até algum fenômeno que irá mostrar lucidamente, como as pessoas normalmente dizem, "A lucidez é a minha droga...", atrás , espectros de ínfimas luzes, vaga-lume, lume, lumina... ao versejando a linguagem dos brilhos que de picos em picos, sob o contacto eidético da natureza, elenca as iluminações primevas do in-vestigar as margens e baldios dos efêmeros pers-lando na caverna, desde a porta, trevas prévias, mas, além, espectros de luz, gagamumeando as tessituras do aquém rodopiando ao som da katharsis da verdade e belo, dança de forclusions e manque-d´êtres, mauvaises-foi da entrega plena plen-ificam nas eidéticas pers do sublime, ipseidades do re-colhimento nas cavernas sub-conscientes, coruja do entardecer sob a poesia das metáforas do "Ser", " que se re-vela no ápice, trevas e sombras, escuridão e vazio de estrelas e lua, cintilâncias e brilhos, trans-parência de pers-vestimentas de seda de linces visíveis, inters-tícios da pureza, ingenuidade, inocência do genesis da vida, o genesis do olhar leve e sereno que, ao perspectivar-se no entes de todas as coisas, trans-eleva a poiésis, gotículas de ins-pirações, ao sublime do terno, sempre desejado, nunca real-izado, tendo o jamais enviado missiva que, no topo da montanha, onde a sedução e a verdade, ombro a ombro, competem, entre si, a questão da sarjeta e da verdade... Verso e estrofe da solidão: boca-de-lobo da fuga e do medo afagando as incapacidades da liberdade.
Diálogo de inter-dito, diá-logo de in-audito, amanhã a vida, retros-pectos do Ser e Verbo.



Vaga-lume, lume, lume
O ser se revela no ápice do nada...
O ser se manifesta no cume do corcovado de in-fortúnios.
O verbo do Tudo se pres-ent-ifica no ápode do efêmero.
A razão do tudo se encontra no ser.
Á luz do conhecimento platônico...
À mercê da crítica da razão dialéctica...



Manoel Ferreira Neto
(*RIO DE JANEIRO*, 07 de novembro de 2016)


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