**ÚTERO DO IN-FIN-ITIVO IN-FINITO** - Manoel Ferreira


Manojos que mesclam de pesquisas do verdadeiro, nos seus paradoxos e argumentações do rendez-vous e desacerto com a existência, com a vida, os fios do futuro a acharem-se calcorreados, palmilha a palmilha, possuindo as condicionalidades da insignificância e vácuo, da indiferença e abismo, pesar e padecimento fronte aos olhos, o intacto anseio da desnuda da base essencial com que se fecunda a existência, com que se experimenta os plintos no raso, com que se reside a azáfama do transato e a verdade do vindoiro, acreditar o há-de surgir, mas a contenda perseverante do há-de ser.
Até então que, aglomeradas as fantasias, não são niquices, garras que circunscrevem os trilhos, infetados de sémitas e caminhos, marcando com as escritas da vontade de conceder o fim na existência, antes que a existência me ponha em posição de termo, assim inscrevendo a língua corpórea do sustento, do nentes que as fantasmagorias concederam à luminosidade ao pretender o autêntico, o original, ao pretender a proveniência que, irrigada de expectativas, sucederá carpo de concretização mesma, expugnação sim, querença à valia da relatividade, veredas da aldeia, ora de terreno tapado de pojos, fragas, ora de flora chicana e verdejante.
Opostos são as sensibilidades da distração, jornadear com a alma na alma, quando, apreciando o que fora experienciado no decorrer do tempo, expugnações aqui, contentamentos ali, pesares e penares além e lá, o sair de uma situação embaraçosa, "será isto mesmo a vida, o que está sendo vivido no presente, o fim concreto das ilusões, fantasias, as garras despejas que se alongam ao futuro de além, aguardando o ente da existência se patenteie completo, lobrigue em mim com perspicuidade o não-ser que sou, mas a elocução que logro ligar nos seus tópicos, assuntos do verídico.
Nentes é nentes, mas a expectativa da eloquência, volvida corporeidade, executada matéria, subordinada das posturas e feitos, da anuência, consentimento de o distinto que são o devaneio e a autonomia das expectações, da crença, se divulgar, a insignificância é início da existência, é germe do ser, é útero do In-fin-itivo In-finito. Assim, fantasias lancei-as nos precipícios dos transatos existidos, ressurgir-me, atualizo-me, sou hoje o início, exórdio de um final conhecido ser de independência, garras que tateiam as relatividades com afeição e meiguice, experimentando nelas a nascente do cosmo do bem-querer a rutilar os limítrofes de meu exclusivo ser, de meu ser peculiar e intrínseco.
Ali, a existência... À contiguidade da cascata, querença desprendida brecha ao ser da emancipação, à emancipação da pesquisa do ser, que permanecerá eternamente em quesito, constantemente as garras, continuamente as passadas, eternamente o bem-querer, ainda mais, continuamente des-ensinando e estudando a habitar o verdadeiro da existência, a existência do verídico.
Luminosidades... Ainda outrora, ingressando no gabinete, pela aurora, examinei-me abancado no assento de oscilação, observando uma rosácea que abria na alvorada, experimentando na cara que se me espelhava fúlgida a comparência cristalina do amor-verdade que me exibia as passadas de um trilho sem termo, mas a cada passada a ótica do rir e do fulgor no mirar, consequências de minha rendição às garras que geram, procriam, legam a luminosidade à enunciação do devaneio homem, ao devaneio da entoação se, ao ser do devaneio elocução. Experimentei-me não somente contente e trepidante - isto são utopias, libertei-as nos sublimes do pojo que a ventosidade acarreta-me, mas, alegre e sapiencial dos trilhos a perseguir, concretizando a querença que em mim tenho, de jeito, requinte e idioma a jornadear na existência com a existência, de existindo-em-existindo a claridade da entidade, a recente junção, as novas contendas e lidas, as novas outorgas - o adorar é perpetuamente a ambição do distinto no distinto de ser distinto.
É assim... Assim é... Será assim... Assim é um vocábulo quase nentes, é um termo insignificância...
Percebo disso... Mas "Assim" é a vereda que determinei perseguir, percorrer para ser e não unicamente para ajuizar que existi, experienciei. acho-me encalçando as passadas no extenso trilho que hei a cursar ao extenso da sensação de permanecer idolatrando e ficar querendo o perene da existência transitória de devaneios e lobos-cervais das ficções da existência numa herdadezinha à luzência do ser de eloquências do aldeagar na existência com a alma.
Adorar... Um dia proferirei: "Bem-queri... E como bem-queri" E com este bem-querer pus o simulacro flamante e cristalino das posturas verídicas e autênticas do doar-me inteiro à existência, após de tantas fantasias aglomeradas.



Manoel Ferreira Neto.
(20 de janeiro de 2016)


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