**OVÍDIO DE ESTESIAS E GLÓRIAS** - Manoel Ferreira


Futuro de não-ser, completo de hostis reflexos, memórias, anamneses, de em alguma parte apetites do verso-dom do zunido de ímpetos trespassando o ser do período, sibilo de ex-tases perpassando períodos do ser, de em outros lugares expectativas da vers-ificação-sentimento belo, observar o igual flúmen de lágrimas puras, vítreas sete vezes. A festividade é funesta; forma-se, baila-se. a fisionomia me liquefaz as idéias que amputam com instrumento de folha metálica amolado meu ido e vindoiro e me solto cingido, emaranhado na lince de meiguices, des-memoriado no distanciamento que me inibe. minh´alma é frouxa, tranquila, lenda alguma des-vela-á, re-vela-á limpida e trans-parente, e se afaz a todos os trejeitos do físico.
A festividade é funesta. E mais que funesto divulga-se o tempo. Mundo desabitado, repleto de gradações do imperecível, luxúrias, arrebatamentos. Não constituo poemas que cadenciam expectativas e eventualidades dos sofrimentos da alma lobrigando mais longe das serranias os transitórios do desvelo, a transitoriedade dos devaneios que procedem a escuridão sustada no patamar dos evos. o bailado é anedótico; escarnece-se, cascalha-se, as antefaces são Poácea vivaz, os olhos desmaiem as representações que se declaram escurecidas de xises do inacreditável, inconcebível, indescrítivel, inaudível, e me largo desempenhando o plano de ação de risíveis aos olhos da assistência alienada de meias-tintas da circunstância.
Minh ‘alma é emotiva, débil. Melindra-se a tragicomédia de fantasias e honras da autoridade. Como um demente recito Ovídio ao in-verso de declamar poesia que verseja a inerência dos padecimentos.

Manoel Ferreira Neto.

(19 de janeiro de 2016)

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