**ÂMAGO DO ESPECTRO** - Manoel Ferreira


Sinuosidades…. Sinuosidades… Sinuosidades
Iras de deleite resvalam ténues nos esconsos de minh’alma. Iras de querença límpida atravessa-me o âmago, fincado ao peitoril da ventã olho o longínquo horizonte, amando o amor sigo a jornada. Iras de poemas de minha lira, "adrejos do não-ser", vagueiam soltos, escoltam o silvático da arboriza. Iras de pasmos do bem-querer experienciado na alma, entressonho as soalhas, fantasio os agras, sonho os planaltos, abanco-me no rebo "âmago do espectro", profiro vocábulos à ventosidade, recito palavras à revelia dos desejos e querências, treinando a felícia do bem-querer, do afeto, da meiguice, dedicado. Iras de ruídos surdinando os apetites e animas, terçando, vociferando à existência as propensões do sublime, da pulcritude. Iras de sonâncias "apiedadas" da melodia da extensão e dos ênfases das quimeras, ritmo de distância e dos ex-tases do sonho, cadenciando de perturbações e sensibilidades as veredas do suceder ondas, número indeterminado da luzência alumiando o intelecto de conceitos, imaginários, o devaneio idealiza o lunático nos sopores de tempos a surgirem nas ansas de diferentes expectativas da realidade. Iras de pazes a adejarem acima das serranias de cerrações, ciciando sátiras de distantes consoladoras, surdinando palratórios de longínquas comunhões da realidade e do bem-querer. Iras de momentâneas eventualidades do nentes, do oco a cruzarem pela extensão extranatural, sentido ao infindo.
Imensidão de quimeras... Imensidão de aspirações... Imensidão de divagações... Imensidão de eloquências da realidade... Imensidão de infindos apetites...



Manoel Ferreira Neto.
(23 de janeiro de 2016)


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