**BONINAS DO ÉDEN DIVINO**
Devem ser ainda a luminosidade, a luminância, a numinância a abrilhantar as lágrimas, a refulgir suas pingas, largar-lhes ao aspecto dos simulacros clandestinos, suas ópticas visionárias pelas casualidades do brilhante e do prestidigitador, seus cantos trans-lúcidos, trans-numinosos de colorações e riscos di-versos de sentir e misticismo, de vislumbrar e miticismo, atirar-lhes a cilada, acarretando-lhes suas profundezas aos coriscos do sol, a claridade da lua e das estrelas, sob a claridade das locuções, é quimera, é fantasmagoria
secular e milenar, sê-lo-á por eternamente, os seus riscos pintados de vivenciados dédalos - preparativos
De hemolinfa nas veias do susceptível e do perene anseio das boninas do éden divino acarretam, de modo elementar e instintivo, às estremaduras e ao sesso do Empíreo divo dos criadores?!
Devem ser ainda as labaredas a abrasarem as sensualidades,
des-ampará-las independentes para a sublimidade do que se me comunicou bem consciência? Deve ainda ser a lapeira a altear-me as sensibilidades, experimentar suas resplendores dentro em mim, insinuando-me a enredar literaturas distintas, poemas sui generis, experimentando diversos cosmos de
percepções, diferentes impressões existentes se declarando, abrilhantando algumas tenebrosidades que posso sofrer, assombramentos que posso entrever, engolfar-me neles, assim percebendo um pouco do que ocultam, do que en-velam, em dialecto e espécie alegóricos e racionais, morais?
Conjecturo-me assim, são esses os interpelamentos que me faço, sugerindo-me a dizer o que me irrompe, o que intervém nas bordas deles, como sou apto, é-me lícito compô-lo.
Tudo continua em tranquilidade, como um duplicado mutismo; tudo continua em plácidas águas perfilhando o roteiro, todos os seres de sua profundeza em imperecível frenesi, fruindo formosuras e quietações, florando estesias e seren-idade, repimpando-se de quietudes e deleites, outra perspectiva de
estesia, de bonitezas e o harmonioso arrebatando os mergulhões, sucedendo por debaixo de ligações, tudo detém-se em luminosidades fosforífero à diafanidade dos anseios e esperanças, da crença e de cada as fantasmagorias do estético e da pulcritude, da estesia das querenças à claridade das entalações e dádivas verídicas e autênticas.
Se mourejasse averiguar a nascente procedente das lágrimas, a nascente primitiva das labaredas da lapeira, a proveniência das luminosidades palmilharia a terra completa, transitando-lhe cantos e recantos, e exauririam no eterno, difundido, e até despojado, palmilharia a existência em todas as condições e ocorrências, experimentando os enlevos de uma gustação do divino e da realidade plena, repousaria nalguma serrania do futuro longínquo.
Remoto, nalguma subterrânea, quando aliciaria mercês à incomparável locução que me consome, a que meu coração não verbaliza, espelhando e ponderando sobre as consequências que ela administraria, se saliente e dita, os
bens que ela acarretaria para a consciência, para a existência, se em dias de água, apreciando no espírito as beldades de quantidade achadas, se em dias de centelhas baluartes do resplendor, estremecendo o asfalto, con-templando,
enxergando na alma suas ansiedades e melancolias; práticas e existências seriam colossais, divisíveis, poderia até pronunciar haver sabido o âmago e o ser do entusiasmo defronte de seus devaneios e fantasmagorias, de suas mágoas e padecimentos, mas não acharia réplica que me comprazesse a ânsia de saber os cumes de serranias e montanhas decimadas, despedaçadas e o inexperiente carregado, enferrujado pelas golfadas de hemolinfa e fragilidades inorgânicas.
Manoel Ferreira Neto.
(20 de janeiro de 2016)

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