**OBTUSAS RES EXTENSAS DE RAÍZES ABSTRATAS** - Manoel Ferreira
Travessias de pectivas e pers do eterno ao efêmero. sede e fome de
conhecer Deus, desde o Gênese até o Novo Testamento, plenitude de mistérios na
continuidade da vida, imagem do amor, sublimidade da verdade e dogmas
teológicos, iluminar as estradas com cuidado e amor amplia a sublimidade da
vida e da con-ting-{ência}, desde a eternidade ao crepúsculo, ao través de
lutas ad-jacentes e peculiares. Na passagem secreta de alameda a outra, vela ao
vento, o abismo é in-imaginável, o buraco-negro, in-descritível, o solipsismo
do poder e do patrimônio, in-inteligível. A res extensa do parasitismo
in-concebível, in-om-inável, a res cogitans do roubo e exploração, in-dizível.
Ser o que habita a essência do ser, raízes abstratas do que há de se a-nunciar,
espertar para a busca de esclarecer mistérios e esperanças. O sentido da vida
se eleve, alçando vôos profundos no tempo, passagens de pers e pectivas do nada
ao vazio.
Nietzsche, filosófico que invita muito mais a que jamais paremos ou
paralisemos em qualquer escalão da erudição, mas continuemos ascendendo a
arriscada escaleira da erudição – e do conceber. O triunfo do presente aparenta
um apelo persistente do parecer nietzschiano, que renegue todo solipsismo e
toda inércia, invitando-nos a uma atitude existencial de busca incessante de
ultrapassar o facultado e conceber o novo. E este degrau não transporta ao
páramo, mas sim ao vindoiro – “a ímpar sublimidade do indivíduo sem divo”, como
expõe Camus. Veneração ao que há-de surgir A existência é recôndita,
inacreditável. O logro terminou, os devaneios imergiram no nentes dos renques
que pertenceram a todos. Assemelho muito este escrito ao pensamento De
Nietzsche, o não ter sido capaz de narrar certas situações em determinado
momento, ainda por falta de erudição completa e imaturidade. Mas, não parou no
tempo. Continuou a ascender nos degraus da vida e percebê-la ou tentar
perceber….Não sei se certa ou errada. Mas é o meu parecer…
Luzes que iluminam caminhos de trevas são viagens ao infinito dos verbos
de sonhos, explícitos e eternos, fogos e chamas imortais da fin-itude e morte;
quero lúcido e lúdico, a travessia do “c” ao “d”, o que há de mistério e
inconsciente, o que há de mítico e místico, o que há de lenda e folk-lore,o que
há de mitológico, do nada quiçá possa haver; olhos perdidos no espaço de todos
os versos e verbos da noite e do dia, da chuva torrencial e sol escaldante.
A vida é invisível, inaudita. A ilusão acabou,os sonhos mergulharam no
nada das ruas que foram de todos.
Manoel Ferreira Neto.
(22 de janeiro de 2016)

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