**TRIBUTO ÀS LETRAS** - Manoel Ferreira
Ascender
as mãos às nuvens, com a tinta branca da pureza dos sentimentos, estilo gótico,
com direito a todos os ornamentos e arrebiques, desenhar letras, entre elas,
ainda não me decidi, se pequenitas estrelas brilhando ou se apenas pontinhos
cintilantes.
Dizer
a todas as letras que pintei nas nuvens: "Há tantas centenas e milhares de
nomes que vocês escreveram nas estrelas, por sempre estarão presentes, quem os
con-templar da terra, dirá que foram merecedores, são a luz da humanidade pela
eternidade. Não "Letras", sou quem agora desenha vocês nas nuvens,
mimo carinhoso e amável a vocês. Quero-as presentes em todos os momentos e
instantes, no alvorecer, no crepúsculo, no anoitecer, na madrugada, sempre
brilhando. Quem da terra contemplar vocês, pode escrever poemas e sonetos os
mais esplendorosos, suficiente reuni-las com sensibilidade, dons e
talentos"
Testemunhas
são lídimas de que anjo gauche andou há longos e longos anos recitando versos e
estrofes, dizendo que nasci errado, quaisquer sendas trilhasse seriam in-versas
e re-versas aos desejos e esperanças do belo e da verdade. E vocês,
subtilmente, de modo mágico floraram na floração destas recitações, dizendo:
"Não há sendas que não encaminhem ao belo, à verdade, desde que escritas
com a cadência dos sonhos... Não se preocupe você... Escreva sua sendas com sua
sensibilidade, estamos com você em todos os momentos..."
Os
anjos gauches não importaram, seus versos e estrofes preterirazaram-se, fiz de
mim o que tinha de fazê-lo, escrevi as sendas, deixei que me indicassem vocês
as veredas da vida.
E
hoje, não há como não lhes prestar a minha homenagem, seguida de meus sensíveis
e cordiais agradecimentos, desenhar-lhes nas nuvens, entre cada uma de vocês um
pontinho brilhante.
Manoel
Ferreira Neto.
(20
de janeiro de 2016)

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