**DELUBRO DE MISTICISMOS E SORTILÉGIOS** - Manoel Ferreira


Sete canetas, escrita fina, esculpem inscrições de sonidos sublimes do espantoso, retumbantes sons se declaram absolutos, eternos, perpétuos, pranteando as desilusões do além-mundo delidas nas aragens e ventosidades do período anovelado nos ocos do nentes, nos váculos do nonsense, vagindo de pesares por as alentas possuírem afundado nos intervalos do não-ser.
A origem da beleza converteu-se fugaz no mundo de perspetivas remotas, sucumbiu a quimera do Sublime, contestando de balelas que entupiram
A asseveração do aurifico no final do arco-celeste, o anseio de, na nascente de infusões límpidas, a nascente do sobrenatural ser refartada, a harmoniosa do princípio da existência extinguiu.
Sete lápides, adornadas na pedra calcária dura fleumática, in-interruptamente recalcitrada do rócio da aurora, alvejar de ninharias, reenviando centelhas ao fenecimento sob o chão, ressurgindo dos restos mortais, cinéreas, não-ser-sendo à luminosidade incorpórea das primordiais claridades, re-conhecendo o passar para o externo da vida - não-ser.
Os vocábulos da lápide ao extenso dos mirares, com-preensões, in-vestigações, significações, ponderações, juízos, semânticas, linguísticas, metáforas, sin-estesias, alcançando direções, interpretações distintas, às carrancholas do óbito, consertando do perpétuo da existência, âmago incorpóreo do misticismo, religiosidade-origem do místico, harmoniosa da origem-imaterialidade, âmago-harmonioso da imaterialidade- incorpórea.
A lira inibida nas estâncias da inscrição sepulcral cintilando de representações figuradas, emblemáticas, a solenidade da comiseração, retratando na clemência o tornar a criar da existência no ventre do deífico perene, a invenção da elocução a ser humanada no delubro do tempo, consertando o tempo haurido na bela arquitetura do delubro à pesquisa da origem do espírito, sob os dós e padecimentos que lhe povoam o báratro oral e não-oral, audito e in-audito, do não-ser-sendo-o-ser, ser-não-sendo-o-não-ser.
Sete trevas desmaiadas de pores-do-sol e casualidades no lusco-fusco do Ímpar e Carme, trans-udem, trans- clarejem, trans- ateiam as pegadas da escuridão habitadas de árias noctâmbulas, mais longe, inferior, em outro lugar, em alguma parte, sobrepujam, trans- alcantilam, trans-adoram o espectro da soledade nas sendas do alvorecer silente, nas veredas do crepúsculo solitário, o itinerário da independência-minério das gerais, âmagos do espectro, apetecendo o espírito como harmoniosa inerente do verso encoberto na arte da racionalidade que controla o universo às esplenderias e cintilações, das estrelares e ecuménicas do bem-querer, da quimera da elocução querer, do querer-elocução-de-quimeras, da elocução quimera- adorar...



Manoel Ferreira Neto.
(20 de janeiro de 2016)


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