**HIPÉRBATO DA SENSAÇÃO EM INSPIRAÇÃO** - Manoel Ferreira



Enganos desenhando em filamentos de trama no reflexo de ocos e insignificâncias do tempo, na imago adornada detrás dos horizontes, delírios de Capitólio. Sensibilidades que expiram o genesis do espírito, confiança e quimera do ente, o constante da consciência afundar-se penetrante no transacto de isolamentos, melancolias. O imperecível de existência encarcerada na autoridade levianas de veras, ufanal, renome de ninharia, Capitólio inverso no sinuado quina rude, genuíno pressentimento de solimão da ofídia, representando o fenecimento absoluto.
Fantasmas do rigor, intelecção, conspecção, abismos, aterradores da inexistência de afectividade que declara o acontecer, refolhamentos, entremezes, arremedos, logros, admirares videntes de altivezes, argúcias, manhas, subterfúgios, quimeras e inquirições, enodoando alentas e crença,
Ninharia estúpida, terriço do óbito total, adulterando o primórdio, cata do entendimento, afeição do espírito, ânsia do ser, a perpetuidade, além-mundo do tempo ultra casualidades.
Aparências da Dita, benquerença triste, blandícia intensa na lapeira de achas
Da real erma, incógnitas, esquecidas, lustres desalentados, empalidecidos à luminosidade do resplendor, que não tombam, não concebem o solo, no amanhecer, renovadas, luxuriantes, expelindo de insólita alma o olor do há-de afluir de gozos, clímax, êxtases, arrebatamentos, a alma jubilosa de zéfiros de inanidade, toadas do eternal convertendo em música, cadenciando,
melodiando o sáfaro, enchimento de Gabão, aformoseando de pigmentações cintilantes o arco-íris trocista de costelas para a mitismo do regozijo, sorte breve de almas do ser-para-a-predisposição-do-verbo, satisfação–babugem -de-ocos, hipérbato da sensação em inspiração, genuíno fenecimento do ser, pleno-falecimento-da–apiedada–existência,
Carme de delírios, poesia de voltar a dimensionar, arte de retornar a re-dimensionar as aspirações do ser, a casualidade nas estâncias evidentes
de habitar o imperecível registado nas cruzadas do ser à alma da consciência de adorar o sublime.



Manoel Ferreira Neto.
(20 de janeiro de 2016)


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