**NENECAS E NADICAS** - Manoel Ferreira
Elixir
de neneca de pitibiriba seiva as esperanças do pleno amor, entrega absoluta ao
outro da felicidade e alegria, inspirando os êxtases do sublime, estesias do
prazer.
Nadicas
de nada em compota de bananas nanicas com cobertura de flocos de chocolate
desemboca as melancolias do vazio, nostalgias do passageiro, e o gozo da laia
viperina, estirpe caguincha trans-elevam as saudades das imbecil-itudes, a vida
escracha de bestialidades.
Catuaba
de neneca de pitibiriba concebe as utopias das volúpias do eterno, eterno de
virtudes, eterno de honra, eterno de dignidade, eterno de lealdade e
fidelidade, Deus até convida para se sentar do seu lado esquerdo na Academia
Celeste do Absoluto, "aí eu bebo todas as garrafas do botequim e mais
algumas".
Vinho
de nadica de nada, conservado na solidão de cem anos, acorda as intempéries, na
manhã de gaivotas na praia, águias no céu, pássaros trinando nas cercas de
arame farpado que divide terras, nas árvores, revelando o amor brega, o amor
cego, piquenique à beira de córrego entupigaitado de mosquitinhos, pulgas e
carrapatos, o peteleco da tesão leva ao pileque boêmias.
Manguaça
de neneca de pitibiriba, servida em taça de cristal, seguindo a etiqueta da
dose dos miseráveis, paupérrimos, acelera os dons e talentos para as provas
sertanejas arrebicadas de ornamentos do folk-lore dos lácios do bem e do mal,
sapo cai na lagoa, ser no caminho do sertão.
Champagne
de nadica de nada, após a rolha explodir no vazio do ar, aplausos eufóricos,
alimenta e dessedenta a sede impreterível e irrevogável, até a cobra fuma um
paieiro, arregala a todos confins e arribas aqueles volos da pedofilia em cujos
instintos do pedófilo reina o berço da mentira do carinho, afeto, afeição.
Conhaque
de neneca de pitibiriba, com gelo e rodelas de limão na borda do copo, queima o
coração de paixão, separa os instintos da subjetividade, o fogo na carne é
re-velação das esperanças da libido comungada às á-gonias do pretérito imperfeito
dos subjuntivos das quimeras e ilusões.
Sintetizo
as nenecas de pitibiriba e as nadicas de nada e vou para a gandaia, meu coração
já apaixonado quer sentir o destino da solidão da distância, e no nosso
encontro vamos nos amar, vamos morar juntos e vamos comemorar o nosso amor à
luz das nenecas de pitibiribas. Deus me livre e guarde das nadicas de nada!!!
Manoel
Ferreira.

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