CRÍTICA FENOMENOLÓGICA DA AMIGA, ESCRITORA, POETISA ANA JÚLIA MACHADO AO TEXTO /**PEÇA DO IN-FIN-ITIVO IN-FINITO**/
PEÇA DO IN-FIN-ITIVO IN-FINITO
Manoel Ferreira Neto.
Nutrir uma eloquência no indeterminado e uma ordem que está situada no
infinito das precisões elementares do ser humano. O alimento é a força que
viabiliza o [ser], a realizar-se como indivíduo nas suas buscas particulares e,
que, ao mesmo tempo, esse [ser] se cause habilitado de aplicar suas energias na
concretização da existência. Tal como o Sr, Pintor voltar ao seu atelier, para
colorir a peça do infinitivo.. pois está tudo muito sombrio.. apenas o sumo
dele e das imagens nutrirá o mundo que gerará no âmago dos homens a erudição do
talento de conceber a vida.
Ana Júlia Machado
**PEÇA DO IN-FIN-ITIVO IN-FINITO**
Não há mais flores no jardim, Senhor Pintor... Beijas-flores e
borboletas não sobrevoam os canteiros, as flores, bebendo-lhes o néctar,
embelezando as primeiras luzes do amanhecer. O perfume que exalavam e
inebriavam os sonhos e esperanças que perpassavam o tempo não mais se
pres-ent-ifica. Sentimentos e emoções do verbo de ser, revelando o simples
sorriso nos lábios, a-nunciando outros horizontes e uni-versos, não mais nascem
livres e espontâneos, silenciaram-se nas dobras da alma. O olhar de brilho intenso
não mais con-templa a beleza do belo, pervaga morto pelo chapadão. O orvalho
que pousava nas pétalas das rosas e respingava no canteiro, molhando a terra,
agora cai na terra seca e esvaece-se.
Agora, senhor pintor, nas horas de lazer de suas pinturas, você pode
deambular por entre os caminhos do canteiro, e não lhe surgirão mais imagens,
miríades de luz, flashes da beleza universal, que eram a semente e o genesis de
suas criações, não fará aqueles vôos profundos pelos interstícios do verbo da
vida, re-colhendo e a-colhendo as iríasis futurais do in-finito em sin-cronia,
sin-tonia, harmonia com o eterno.
Ressuscite, Senhor Pintor, com seu talento e dom todos os brilhos e
cintilâncias da lua e das estrelas, pinte nelas um jardim de fantasias,
quimeras, ilusões, e ajude os homens a criarem suas rosas, orquídeas, ajude a
humanidade a carregar o fardo das contingências sem as compactas sorrelfas do
além. Você pode pedir tudo à vida, peça-lhe a sensibilidade que pairava no
jardim, quando haviam flores, beijas-flores, borboletas. Assim será o grande
pintor da humanidade.
A vida espera de sua sensibilidade, de suas mãos a Peça do In-fin-itivo
Infinito, espera de sua sabedoria tornar a ausência das flores no jardim em
edenias do belo e do resplendor. A sua vida é o néctar das imagens que
alimentará o mundo, que conceberá no íntimo dos homens a sabedoria da arte de
criar a vida.
Retorne ao seu ateliê, Senhor Pintor, são altas horas da manhã, breve
será o alvorecer, aproveite o que re-colheu e a-colheu da lua e das estrelas
nestes momentos de silêncio, solidão, reflexão. Pinte a Peça do In-fin-itivo
In-finito em harmonia, sin-tonia, sin-cronia com o eterno.
Manoel Ferreira Neto.
(01 de junho de 2016)

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