POETISA ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA, Ana Júlia Machado ANALISA E INTERPRETA O POEMA //*DE OCASOS E SILÊNCIOS*//
Neste escrito quando o Manoel utiliza vocábulos
franceses, essencialmente O manque d´être, associei algumas passagens à teoria
de Jacques Lacan.
Em Jacques Lacan 's psicanalítica filosofia, a
falta (francês: manque) é um juízo que está continuamente catalogado ao
apetite, assevera que falta é o que incita o apetite de assomar.
Falta assinalado primeiro uma falta de ser, o que é
cobiçado é o exclusivo ser. O apetite é uma ligação a ser a falta. A falta é a
falta de ser rigorosamente pronunciando. Não é a falta de este ou aquele, mas a
falta de permanecer em que há o ser. (Seminário: O eu na teoria de Freud) Em O
rumo do terapêutico e os primórdios de seu poder (Escritos) Lacan alega que o
apetite é a metonímia da falta de ser (manque à être), o sujeito falta de estar
está no coração do ensaio psicanalítico e do inerente campo em que a nevrótica
paixão é enraizada. Em Observações orientadoras para um pacto sobre a volúpia
fêmea" Lacan contraria a falta de estar arrolado a apetecer com a falta de
ter (manque à avoir), que se cataloga com a busca.Alvorecer de poentes e
emudecimentos
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Vistas cristalinas, a alma caracteriza
As obscuridades do incrível refulgidas do transato
Aqui, ali, em todos os pontos
Vestígios de anamneses, reminiscências
Lucubrações, da lembrança precedem os lusco-fuscos
do véspero
Poente de falta de seres de lascivas visões
No prazer do tempo inenarrável o auge do não-ser
Coberto de cintilações plenas
Poente de nulidades nos fórnices do além
Metamorfoseando as imagens do delubro desmemoriado
de encómios
Soniais luminosidades de cerda amplificando as
sendas
Para as cruzadas das figuras mitológicas do
hinduísmo babugens,
Interdições das ficções da autonomia apostoladas de
veneráveis
Erudições das ainda-que-sempre ignoradas
Ainda-que-sempre desencantos
Ainda-que-sempre desinfelicidades
Poente de cinzas alomorfias do breve oco
Extravasando de fantasmas escurecidos as
contiguidades
Do sossego do isolamento no âmago do dom
Ávida de rios paradisíaco
Poente de má-fé dos deleites inesquecíveis
Proferindo de outrora do absoluto
Os idiomas faticanos, vocábulos sapienciais
Nos alvoreceres do gaulês o abantesma da alma
vagante
Metrificando de vãs expectativas a ária do
amanhecer
Poente de quimeras à luminosidade dos pontos
solsticiais de pulcritudes sublime
Os dos lances do jogo do solo de metamorfoses das
gerações inacreditáveis,
Dos exórdios impensáveis
Dos limiares inconcebíveis
Das predições desproporcionadas
Do inconsciente de mistérios da vida e morte...
Ana Júlia Machado.
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@DE OCASOS E SILÊNCIOS@
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: POEMA
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Olhos transparentes, a alma configura
As sombras do inaudito resplandecidas do pretérito,
Esclarecida a sua tonalidade de cinza forte,
Aqui, ali, em todos os lugares
Trilhas de lembranças, recordações
Vigílias da memória antecedem os crepúsculos do
ocaso
Ocaso de manque-d´êtres de eróticas alucinações
No gozo do tempo indizível o clímax do nada
Revestido de cintilâncias absolutas
Ocaso de forclusions nas abóbadas do além
Transfigurando as efígies do templo esquecido de
louvores
Oníricas luzes de seda ampliando as veredas,
Sonísticos flashes de imagens criando mistérios,
enigmas
Para as travessias das krishanas nonadas,
Vedas das utopias da liberdade evangelizadas de
sacras
Sabedorias das ainda-que-sempre inglórias
Ainda-que-sempre desilusões
Ainda-que-sempre infelicidades
Ocaso de cinéreas metamorfoses do efêmero vazio
Transbordando de espectros ensombrecidos as
ad-jacências
Do silêncio da solidão na alma do espírito
Sedenta de flúmens edênicos
Ocaso de mauvaise-foi dos prazeres inolvidáveis
Verbalizando de outroras do absoluto
As línguas proféticas, palavras sábias
Nas madrugadas do galo o espírito da alma vagabunda
Versejando de fúteis esperanças o cântico do
alvorecer
Ocaso de sonhos à luz solsticiando de belezas
etéreas
Os volos de transfigurações dos genesis inauditos,
Das origens inconcebíveis
Dos princípios inimagináveis
Das anunciações in-estéticas
Do inconsciente de mistérios da vida e morte...
#riodejaneiro#, 08 de novembro de 2019#

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