@DE OCASOS E SILÊNCIOS@ GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA
Olhos transparentes, a alma configura
As sombras do inaudito resplandecidas do pretérito,
Esclarecida a sua tonalidade de cinza forte,
Aqui, ali, em todos os lugares
Trilhas de lembranças, recordações
Vigílias da memória antecedem os crepúsculos do
ocaso
Ocaso de manque-d´êtres de eróticas alucinações
No gozo do tempo indizível o clímax do nada
Revestido de cintilâncias absolutas
Ocaso de forclusions nas abóbadas do além
Transfigurando as efígies do templo esquecido de
louvores
Oníricas luzes de seda ampliando as veredas,
Sonísticos flashes de imagens criando mistérios,
enigmas
Para as travessias das krishanas nonadas,
Vedas das utopias da liberdade evangelizadas de sacras
Sabedorias das ainda-que-sempre inglórias
Ainda-que-sempre desilusões
Ainda-que-sempre infelicidades
Ocaso de cinéreas metamorfoses do efêmero vazio
Transbordando de espectros ensombrecidos as
ad-jacências
Do silêncio da solidão na alma do espírito
Sedenta de flúmens edênicos
Ocaso de mauvaise-foi dos prazeres inolvidáveis
Verbalizando de outroras do absoluto
As línguas proféticas, palavras sábias
Nas madrugadas do galo o espírito da alma vagabunda
Versejando de fúteis esperanças o cântico do
alvorecer
Ocaso de sonhos à luz solsticiando de belezas
etéreas
Os volos de transfigurações dos genesis inauditos,
Das origens inconcebíveis
Dos princípios inimagináveis
Das anunciações in-estéticas
Do inconsciente de mistérios da vida e morte...
#riodejaneiro#, 08 de novembro de 2019#

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