#NO CREPÚSCULAR DA VIDA# GRAÇA FONTIS: POEMA/ACRÓSTICO
A Manoel Ferreira Neto,
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Minh´alma hospitaleira de saudades, ausências e
pesares,
Nunca vazia!
Ah dia, tão certo e preciso a rastear o sol,
Não renego o sou, o ser sincrônico ao seu lume,
Na felicidade estou
Oh realidade, em ti alongado me deito entre
eufórico
E esfalfes,
É na paisagem de quentes areias e no amparo da
solitude
Dupla que transfundo-me
Lunações vêm e vão, dispiciendo meu pensar
Esparso e insuprimível.
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Faz-se profetizante de prima noite lasciva
E de-encontro ao mar às grossas areias espalham-se
Ritmizado ao correr do tempo em lentidão
Raro, gentil, extravasa-se na sensibilidade
E às boas memórias da vida solve-se
Infinitamente privilegiado pelo poder convicto e
latente
determinante à fala distinta
Reporta-se vicejado ao oculto e preservado na
paisagem
espiritual
À mercê das substâncias combinatórias que se
misturam
às refrescantes virtudes.
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Nuances filosóficas imanentes intermeiam
materialismo, ânimo e fulgor.
E no calor úmido do ventre à maneira lagartoriada
louva novas aspirações
Triunfal no calor das chamas vacilantes onde o
coração se aquece e o medo contrai-se
Ornado do lírico contista interno no crepúsculo
inglório da vida
volve-se a divagar sobre o melancólico da
modernidade e o excesso das sofrências que, jogadas às ondas, o mar embala e
expulsa, dando passagem ao novo luminar crepuscular.
#riodejaneiro#, 07 de novembro de 2019#

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