@ÁPICE DO NADA@ GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA



Epígrafe:
"Os homens estão parecendo porcos espinhos."(Manoel Ferreira Neto)
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Solidão...
Pectivas de ilusões da esperança do verbo de vir-a-ser,
nas plen-itudes, eximindo os in-fin-itivos do tempo,
nad-ificando os pretéritos da memória,
abismos trans-figurados vazios,
iluminando de fantasias e sorrelfas,
o infinito vazio,
éritos da alma vers-ificados de nostalgias,
melancolias,
vers-ejados de lembranças, re-cordações,
angústias e incertezas per-vagando
os cafundós de arribadas da miséria
- que estilo de linguagem! "Cafundós de arribadas",
nada mais risível de gostosa de pronunciá-la,
o que significa é de arrepiar a alma -,
nadificando valores eivados
na imundície das hipocrisias e vaidades...
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Há quanto tempo o nada serve com primor e engenhosidade à erudição, os frutos que se colhe no tangente à visão-de-mundo, a consciência de que se faz mister destilar o ácido crítico sobre as condutas, posturas éticas e estéticas, tempo imenso, imemorial, se avaliar certas questões, de fio a pavio árdua a aventura de cogitar e fazer. Fundamental é que nos tempos hodiernos o vazio e o nada entrelaçaram as cogitações, saltitam pelas selvas, florestas, bosques, mas evitam cavernas e grutas, haveriam de mudar a performance da dança.
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Solidão, nas erésis das semânticas e linguísticas, pane et circenses, o riso da falência, a ruminância da frustração aquém de outros idílios, dentro de outras misérias da con-ting-ência, dentro de outras voluptuosidades da sabedoria, circun-vagando nos terrenos baldios do in-consci-ente, olhando e perscrutando o outro além da porta, no buraquinho, onde o outro, nu, saltita ao ritmo de blues, neblina, neblina velando o ápode das montanhas, parecendo até algum fenômeno que irá mostrar lucidamente, como as pessoas normalmente dizem, a lucidez é a minha droga, atrás, espectros de ínfimas luzes, vaga-lume, lume, lumina...
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Ao versejando a linguagem dos brilhos que de picos em picos, sob o contacto eidético da natureza, elenca as iluminações primevas do in-vestigar as margens e baldios dos efêmeros pers-lando na caverna, desde a porta, trevas pévias, mas, além, espectros de luz, gagamumeando as tessituras do adquém rodopiando ao som da katharsis da verdade e belo, dança de forclusions e manque-d´êtres, mauvaises-foi da entrega plena plen-ifica nas eidéticas pers do sublime, coruja do entardecer sob a poesia das metáforas do "Ser", " que se re-vela no ápice, trevas e sombras, escuridão e vazio de estrelas e lua, cintilâncias e brilhos, trans-parência de pers-vestimentas de seda de linces visíveis, inters-tícios da pureza, ingenuidade, inocência do genesis da vida, o genesis do olhar leve e sereno que, ao perspectivar-se no entes de todas as coisas, trans-eleva a poéisis, gotículas de ins-pirações, ao sublime do terno, sempre desejado, nunca real-izado, tendo o jamais enviado missiva que "no topo da montanha, onde a sedução e a verdade, ombro a ombro, competem, entre si, a questão da sarjeta e da verdade...", as coisas andam de cabelos eriçados, os homens estão parecendo porcos espinhos.
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Rasgando sedas às trafulhas do vazio,
Vazio destituído de si mesmo,
Esvaziado de si,
Aguardando o que lhe preenche de sabenças,
Vontades de outras buscas,
O que reconhecer de interesses de serem
Blefes,
Seria houvesse modo de isto explicar,
No frigir das perspicácias e habilidades
Que não mostrasse com evidência
O equívoco desta atitude?
À beça de visão desvirtuada,
Consente-se tal despautério,
De preencher de sabenças e vontades
De outras buscas,
Se o vazio...
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Diálogo de inter-dito, diá-logo de in-aduito,
amanhã a vida,
retros-pectos do Ser e Verbo.
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Há quanto tempo o silêncio... além das águas, não apenas por ser suave, mas por suavizar as coisas, não se pode negar a possibilidade de um efeito mágico partir inclusive do além das águas, é o que mais semeia a semente do volo, desejo de auscultar o som das vozes habitam-lhe profundo, não deixar de ser águas de silêncio além....
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Vaga-lume, lume, lume
O ser se revela no ápice do nada...
O verbo do Tudo se pres-ent-ifica no ápode do efêmero.
A razão do tudo se encontra no ser.
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Á luz do conhecimento platônico...
#riodejaneiro#, 07 de novembro de 2019#

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