**DES-ABROCHAR DE OUTROS HORIZONTES** GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA



Verb-itudes...
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Yalas de sacros evangelhos no templo, configurando numinosos raios que incidem nos inter-ditos tabernáculos, perpétuas nos castiçais de vidro, de lado e outro, ornamentando o cofre do altar, onde o Espírito Santo refestela-se.
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Em regra geral, o otimismo torna a vida fácil demais, há de se considerar o poderoso papel que o mal e a dor desempenham no mundo. Não é menos verdade que a filosofia é necessariamente otimista, caso contrário negaria o seu direito à existência.
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Além-infinito na moldura trans-parente do horizonte à luz da neblina do alvorecer. Yalas res-plandecentes vistas além da neblina num baile de performances estéticas, minúsculas imagens con-templadas pelos linces dos olhos, luzes piscam aqui e acolá desenhando perspectivas, visível do invisível.
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Os grandes problemas requerem o grande amor. São capazes os espíritos fortes, corretos, seguros, firmemente assentados em si mesmos. Faz uma diferença mais que considerável se um pastor de ovelhas se colocasse pessoalmente diante de seus problemas de conduzi-las, talvez fosse ele a ovelha perdida, incluindo nisto o seu destino, sua angústia e também sua melhor felicidade. O altruísmo não tem valor no céu e na Terra.
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Semânticas de sentimentos em síntese, linguística de emoções comungadas, ex-tases de desejos, vontades, sonhos de sin-estesias esperanças de sin-tonias, sin-cronias, no in-finitivo do tempo, alhures, longínquo, distante, as in-fin-itudes compondo de silêncios as bordas do uni-verso, sin-fonia de ritmos e melodias do eterno soprando o ab-soluto, re-colhendo e a-colhendo de antemão às revezes as iríases do pleno plen-ificado de futurais ex-tases da verdade, do que trans-cende o vir-a-ser de perspectivas do além ver-sificado de genesis, compl-etude de verbos re-versos in-versos aos gerúndios e particípios metaforisando a espiritualidade, sin-estesiando o ser....
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... o há-de ser de divino, o vir-a-ser das pétalas vivenciais e vivenciárias de todas as utopias e sonhos, pétalas florando no des-abrochar de outros horizontes do tempo, a-temporal, in-temporal, o tempo que se exime na travessia do verbo ao ser, quando o In-finito se estende a toda a extensão do uni-verso, outras a-nunciações, outras re-velações de verdades in-estimáveis, verdades que se abrem para o re-colhimento e a-colhimento de silêncios atrás de outros silêncios, atrás de outros silêncios, convite à pro-jeção ao inaudito de mistérios e enigmas que velam a lareira de lenhas do que há de configurar o ser das lev-itudes, de infra-silêncios atrás de outros infra-silêncios, atrás de outros in-silêncios, semânticas e linguísticas, linguagens e discursos à luz das ribaltas...
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Ribaltas de esperanças, ribaltas de sorrelfas e quimeras, ribaltas de fantasias e idílios, ribaltas de sendo-em-sendo o per-curso, de-curso, in-curso da composição clássica e erudita da música de lírica inspirada e iluminada no soneto de versos e estrofes da verdade que, na continuidade das travessias do tempo, con-templa as a-nunciações e re-velações dos lipses para a perpetuidade, peren-itude, o eterno era apenas um érito no in-consciente coletivo e divino, uma er-itude das con-ting-ências de dores e sofrimentos, completude e ausência, um estilo de katharsis, sublimação para a vida seguir nas margens da dialética do nada e efêmero, contradição da verdade e in-verdade, e que as cinzas justifiquem os ossos das querências e desejâncias do verbo impuro do ser, do in-fin-itivo maculado do verbo, e a morte é o eidos da vida, o fenecimento, a eidética dos desejos que não são para real-izar.
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Verb-itudes.
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Nos interstícios dos inter-ditos e in-auditos dos silêncios e infra-silêncios, o Espírito da Vida, vice-versa, pre-figurando as essências metafísicas da Arte e do Ser, quando o efêmero se re-veste do nada, desemboca nele, quando o nada se pers-veste do efêmero no simbolismo do subjetivo da metafísica ou na metafísica do subjetivo sim-bólico, e o In-finito neste ensaio de imagens e iríasis do tempo pro-a-nuncia as semânticas da linguagem do nada-nonada, do efêmero-nada, trans-elevados ao eidos da obra, pre-anuncia as linguísticas do dis-curso do infin-ito verbo de ser para a verdade in-finita do Ser-Verbo do Tudo.


#riodejaneiro#, 07 de novembro de 2019#

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