#DANDO PASSAGEM AO NOVO LUMINAR CREPUSCULAR# GRAÇA FONTIS: FOTO Manoel Ferreira Neto: PROSA
Inicializar resposta ao poema/acróstico NO
CREPUSCULAR DA VIDA, de minha Esposa e Companheira das Artes, Graça Fontis, a
partir do nome a personalidade, caráter, a descrição da alma, não é tão
simples. Inda mais quando há dois prismas de acróstico: o primeiro, o autor
revela os seus sentimentos, a sua sensibilidade, subjetividade a respeito da
pessoa, o segundo, o autor deixa a pessoa mesma dizer sobre si. No que concerne
ao acróstico a mim dedicado, Graça Fontis está dizendo acerca de minha vida
íntima e intelectual.
====
Wow... Ler palavras escritas, existem às pencas, é
apenas reconhecê-las, nada tem a dizer. Ler palavras que são sentimentos,
emoções, a pura sensibilidade, é mergulhar no que vai além dos sentidos,
significados, entrar num outro mundo onde todas as possibilidades,
probabilidades se encontram para o amadurecimento, crescimento, a feitura de
outro destino. Minha amada Esposa e Companheira das Letras revela o homem, o
escritor, reconhecendo a sua sensibilidade, subjetividade, sobretudo a visão-de-mundo,
a visão do que é isto existir, reconhecimento espiritual. Este é o
reconhecimento que os escritores in totum gostariam de com ele serem
agraciados.
====
Numa passagem de seu acróstico - "...
crepúsculo inglório da vida..." - refere-se ela a não compreender e
entender a razão de a obra não ser reconhecida, ter apenas três obras
publicadas, quando possui seus valores inestimáveis. O crepúsculo não está
sendo inglório. Defendo um princípio sine qua non: quantidade não é qualidade.
Neste crepúsculo, após tantos anos com a pena em mão, encontrei leitoras e
amigas que valorizam a obra, reconhecem os seus valores, a obra lhes serve para
refletir e meditar sobre as sendas da existência. Esta é a minha glória
crepuscular. Duas leitoras e amigas, a minha esposa e companheira são quem faz
esta glória. Por que iria querer mais? Diz a máxima inglesa: "Half a loaf
is better than no bread", "Antes pouco do que nada". Um pouco
que alcança, atinge todos os universos. Um pouco que me lega o direito de dizer
com todas as letras em riste: "Possuo meus grandes valores literários.
Meus escritos são eternos." Posso dizer e saltitar na chuva ou no sol
porque são reconhecimentos verdadeiros, sinceros, idôneos. Quanto a publicação
de livro, o tempo dirá; se não disser, o importante é que livros foram
escritos, estão na história.
====
"Raro, gentil, extravasa-se na sensibilidade
E às boas memórias da vida solve-se
Infinitamente privilegiado pelo poder convicto
determinante à fala distinta e latente ...", que linguagem e estilo de
expressar o que reside na alma, no coração da subjetividade, sonhos e
esperanças... A alma do artífice das letras é "poema de papel", à
intimidade sensível cabe a verbalização dos sentimentos, da humanidade que
habita o ser, então à fala é requerido a fala distinta e latente, o que é
sentido, o que é pensado, o que é espiritualizado. O sensível precede a
contingência, a contingência ilumina os passos a serem trilhados. Olha-me então
com os linces do espírito, a intenção é des-velar as perspectivas da imagem que
se unem, comungam e revelam a face do homem por inteiro, face que ela vislumbra
e contempla, a sinceridade de quem deseja os caracteres fisionômicos e do
semblante em sincronia com as contingências do existir, do viver. De genial,
esta sensibilidade do sensível, intuição e percepção da cor-agem de estar
frente a frente com as nuances da condição humana. Refletida no espelho a
questão: fazer o destino. O acróstico revela os caminhos deste fazer.
====
Admiraram-me os sentimentos de amor, respeito,
consideração, reconhecimento, com a dignidade e honra de revelar os valores que
os fundamentam, o carinho, a dedicação, a entrega revelando a intimidade de
sonhos e esperanças que ela aprendeu a projetar na vida a partir das letras,
nestas instâncias havendo a gratidão de haver-lhe despertado para outras
visões-[de]-mundo. Não é de seu interesse, o elogio, os aplausos descomedidos,
também sabe ela que sou bem avesso a muvucas intelectuais, o santo desconfia
demais. O que intimamente deseja revelar é o indivíduo com quem convive, o
intelectual com quem compartilha o sonho das artes. O excerto que identifica
com clareza a minha admiração: "... dando passagem ao novo luminar
crepuscular..." Efetivamente, a melancolia da modernidade, o excesso das sofrências
jogadas às ondas, o mar embala e expulsa, a questão é dar passagem ao novo, a
percepção do outro.
====
Em verdade mesmo, o acróstico descreve com
eficiência as trilhas da intelectualidade e da sensibilidade, as veredas da
psique e da subjetividade, retrato de um destino. Para quem recentemente
enveredou-se nas sendas das palavras, tecer com tanta sensibilidade o homem e o
artista, expondo a sua intimidade com lealdade e fidelidade, é assaz difícil,
mas aí habita o Amor e a sua egrégia dimensão - a fidelidade, habitam os dons e
o talento e eles se revelam no estilo e linguagem de olhar.
====
Desde os primórdios de nosso namoro, senti presente
e forte a fidelidade, a lealdade que ambos nos prometíamos, sonhávamos viver no
quotidiano de nossas existências. Era o que sonhava eu. Palmilho a orla
marítima no crepúsculo, lançamos ao mar as utopias, damos passagem ao novo
luminar crepuscular.
====
Beijos no coração, meu Amor. Minha eterna gratidão
pelo seu Amor de Esposa, pelo seu Amor de Companheira das Artes. Amo você
demais
#riodejaneiro#, 07 de novembro de 2019#

Comentários
Postar um comentário