#VIOLEIRO DA HISTÓRIA# GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA Manoel Ferreira Neto: POEMA



Violeiro da História à busca do presente real e verdadeiro,
Violeiro da Verdade às cavalitas das contradições e dialéticas,
Das corrupções, das ditaduras, dos "Lulas comunistas",
Violeiro do Ser à luz dos encontros e des-encontros,
Violeiro dos ventos à socapa do efêmero e eterno,
Violeiro da ação,
Ama-a infinitamente
Mais que merece ser amada,
Imagina que o sentido da vida
Vai aparecer-lhe
À medida que perceber o desenvolvimento desta.
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Violeiro,
Olhai com atenção,
Lá está o órfão com a arma
chorando lágrimas de fogo ao sol
Olhe, os santos estão aparecendo
E está tudo acabado agora;
O pintor de mãos vazias, olhos apagados das ruas
Esta fazendo desenhos malucos nos seus lençóis,
O céu está se dobrando abaixo de você;
O andarilho que está batendo à sua porta
Veste as roupas que um dia você usou
Acerte outro lance, recomece,
Deixe suas pedras para trás.
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Angústia de esperanças perdidas, olvidadas
À mercê do tempo efemerizando as pectivas pres-entes
Da alegria perpassada de nostalgias, saudades,
Da felicidade tergi-versada em saudades, idílios
Do instante mais-que-perfeito de nonadas
Nas travessias do vazio ao ser-[do]-nada
Da volúpia de estesias do espírito a gerarem
No útero da plen-itude as diáleticas da contingência,
Do êxtase das metáforas po-entes, metafísicas nascentes, Alvorecer nunciado, crepúsculo patenteado;
Da fissura de in-finito que, na lareira do tempo,
Crepita as lenhas dos ideais do amor e entrega
Cinzas quentes à soleira da morte gélida;
Tristezas de sonhos perdidos, à luz do vir-a-ser
Ao deus-dará da sistência-ek de "in"-divin-itude
De medos, relutâncias, inseguranças imperfeitas
No subjuntivo de quimeras passadas, sorrelfas falecidas
Morte,
Inépcia,
Inércia...


#riodejaneiro, 16 de janeiro de 2020#

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