ESCRITOR-POETA E CRÍTICO LITERÁRIO Manoel Ferreira Neto POEMATIZA A RESPOSTA AO ENSAIO DE LITERATURA INTERTEXTUALIZADA E COMPARADA DA ESCRITORA E POETISA Maria Fernandes(Maria Isabel Cunha) SOBRE O AFORISMO /**LAIRE-BAUDE DE PECTIVOS RETROS**/




Flancos a arfarem de exaustão encantada,
Instante-já de deitar a língua nas utopias, sonhos,
Mudar meu coração numa furna calada
Amarrando-me os pés na rota aventurosa,
Deixando as idéias livres, a esmo da pena e a esfera,
Rolando, deslizando suaves e serenas,
Cade-quê a intuição, percepção,
visão das coisas do mundo,
vícios serem o estrume das virtudes,
como tenho professado,
Desejando a pedra angular,
A intuição, intenção fundamentais
De abrir a língua, deixar sair
Os verbos da maledicência,
Dos pontos de vistas morais excusas,
Restaram-me em mãos feita concha
A transgressão e a negação,
Porquanto recusando, negando, refutando
A idéia de fim próximo do mundo,
Crença paralizante para uma humanidade
Que já perece,
Não haveria, quiçá, o mal-entendido
De conceito teológico e cristão,
Herdado da Idade Média?
Flores do Mal in perpetuum estará presente,
Mister lê-las sob o olhar dos tempos hodiernos,
Sou responsável, condenado à fidelidade e lealdade
Às transgressões,
Os flancos a arfarem de exaustão encantada,
Assim mudo o coração numa furna calada
Amarrando- os pés na rota aventurosa,
Instante-limite
Sensibiliza o íntimo subjetivo,
Olhe, "pois pois", os sábios:
Codornas esgotadas a botarem rápido seus ovinhos.
Os sábios sabem cacarejar quase com a perfeição
Bem mais que outrora...
Então, devaneio e desvario regras,
Estereótipos, princípios...
Sonego veemente a perfeição mais que perfectível!
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Vosso ensaio de literatura intertextualizada e comparada
Versa o respeito pelas diferenças de tempos,
Mundo e Pensamento,
O fado saudoso dos mistérios,
Enigmas do além que se vergam
E se inclinam para a terra,
O destino há-de ser a embriaguez das quimeras,
Consciência-estética-ética.
Agradeço-vos o Estro Poético das Diferenças,
Pois, pois... Fora a intenção fundamental
Manoel Ferreira Neto
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ENSAIO DE LITERATURA INTERTEXTUALIZADA E COMENTÁRIO POR Maria Isabel Cunha
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Uma homenagem a Baudelaire, o poeta que se insurge contra as normas da sociedade da época e apresenta o homem com suas fraquezas e vicissitudes da vida. Ele não segue regras, ele nega-as.
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Manoel Ferreira Neto, o escritor revolucionário que também não segue regras pode assemelhar-se a Baudelaire na sua negação à estrutura das ideias. Manoel Ferreira Neto nega-se a seguir normas, ele deixa as suas ideias desdobrarem-se livremente, de modo a ser impenetrável a sua mensagem ao leitor comum.
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Aqui o paralelismo perfeito entre os dois escritores.
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Manoel Ferreira Neto na sua homenagem ressalta essa característica “ outras descobertas, renovação, refazenda, renascimento. O Ser Livre, o Homem na sua liberdade, assumindo as “ flores do mal”, isto é, assumindo as suas fraquezas e inclinações humanas como humanas e não como pecaminosas ou animalescas. Baudelaire eleva o belo do considerado inferior, ao considerar essa inferioridade ou a parte humana não divinizada como “ flores do mal” . Como refere Manoel Ferreira Neto “ Flores exalando o perfume do Ser. “ Aqui Manoel Ferreira Neto aponta para flancos a arfar de exaustão encantada, Mudar teu coração numa furna calada Amarrando-te os pés na rota aventurosa,
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Um apelo final aos escritores da época atual que se insurjam, tal Baudelaire e Manoel Ferreira Neto às imposições do capitalismo e assumam o belo como essência do Ser Livre. Parabéns aos dois escritores.


Maria Isabel Cunha
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LAIRE-BAUDE DE PECTIVO RETROS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO
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Pectivo retros de quimeras ins-crevendo no tempo aquém da eternamente eternidade as linguísticas e semânticas do sublime, da leveza a iluminarem as sendas ao longo da campesina estrada para os sonhos mais percucientes, esperanças vívidas da solene colina dos ventos in-auditos de onde a paisagem do In-finito res-plandece de iríasis do Amor eivado de estesias e belezas, de onde o amor se projeta de miríadas de luz branca, simbolizando o além-divino. Quem con-templa o Amor da colina é numinado, inspirado de sentimentos e emoções sensíveis e trans-cendentes.
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Mister estar sempre enlevado de ópio, inevitável estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão.
Para não sentirem o fardo horrível do Tempo
Que verga e inclina para a terra,
É preciso que se embriaguem sem descanso.
Aí está: eis a única questão.
Para não sentirem o fado psicodélico do Tempo,
O fado saudoso dos mistérios,
Enigmas do além que se vergam e se inclinam para a terra,
é preciso que se enlevem em descanso. Com que incentivar e instigar os sentidos? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
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Pectivo retros de sonhos pres-crevendo no Verbo Ser do pretérito mais-que-perfeito as dimensões trans-cendentais da entrega plena de ternura, carinho, carícias, entrega aos ex-tases da verdade que circun-vaga os tempos, per-vaga os éritos in-conscientes, re-novando-se, in-ovando-se, re-criando-se e as veredas da jornada pela vida a fora se re-vestem de poiéticas peren-itudes das paisagens do uni-verso, de onde se sente profunda e percu-cientemente o orvalho suave a tocar os inters-tícios da alma, po-iésis das dores e sofrimentos, angústias e tristezas, melancolias e nostalgias sin-estesiando desejos e vontade do outro outro de ser-no-mundo.
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Pectivo retros de ideais pers-crevendo no Verbo "Esperançar" de gerúndios, partícipios e in-fin-itivos sin-estésicos as miríades dimensionais do belo e da beleza, sob as cintilâncias e brilhos das estrelas e lua incidindo-se nas águas do Lago Éden à margem da colina dos ventos in-auditos, em cujas luzes que se esplendem por todo o vale o In-finito performa o baile das alegrias e prazeres, as iríasis futurais encenam as etern-idades re-vestidas das cáritas do evangelho da Verdade ser o genesis da poética Vida-Vida.
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Perquirí vós que horas são,
Com aquela veemência do instante-já
Da confissão ao pároco, aquela fé descontraída;
E o vento, a vaga, a estrela,
A coruja, o relógio responderão:
"É hora de embriagardes!"
Sanguíneos pó-"entes"
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em mirra limpa
Os vícios que são o estrume das virtudes.
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
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Pectivo retros de esperanças vers-ejando e vers-ificando as érisis do tempo e dos ventos que pers-crevem o absoluto à luz do apocalipse, a po-esia se re-nova, in-[ov]-a-se, re-cria-se, re-faz-se de dentro dos abismos in-auditos, dos vazios indescrítiveis, dos nadas extasiantes, esplende-se a todos os espaços do In-finito, alimentando de espiritualidades as querências e desejâncias dos volos dos dons e talentos.
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Para na alma ressentida, ofendida,
Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente; - Infame a que estou de mãos entrelaçadas, tal como o forçado à corrente,
Ao redor da existência do homem
Há caixas de vidro,
Cofres de porcelana,
Dentro dos quais, como em jaula,
Ouve-se palpitar um bicho.
Mais próximos estão das gaiolas
Ao menos pelo tamanho,
Quebradiço da forma.
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Pectiva de retros tecendo de experiências e vivências éritos do tempo, trans-literalizado pela memória, trans-poetizado pela sensibilidade, trans-litterisado pelo húmus e semente da etern-idade, trans-proseado pelo perpétuo de outras visões profundas do tempo que prossegue a sua jornada, as contingências seguem as decisões e consequências, liberdade, responsabilidade, compromisso, a cada travessia outras des-cobertas, re-novação, re-fazenda, re-nascimento, o tempo in-ventou a morte, não conhece a vida, a vida re-inventou a etern-idade, nela a verdade se vela e des-vela nas suas travessias, nonadas, nada, vazio, na esteira do SER LIVRE.
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Ah, pobre e miserável
Estrangeiro, andarilho!
O veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro,
Ide, maldito, ",
Para o fogo eterno!
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Ah! ignaros - de vossos exílios
Se vos livrássemos um dia,
Vosso ósculo ressuscitaria
O cadáver de vosso algoz!"
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Pectiva de retros exalando das flores do jardim em uníssono o perfume da poesia que verseja e versifica no tempo a eternidade, de sin-estesias e metáforas tecendo o ad-vir do "ser". Poesia: jardim de pectivas retros da etern-idade.
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Etern-idade:
Flores de laire-baude,
Exalando o perfume das
Transgressões dos princípios e virtudes do ser,
o sublime a cada passo
Desvelando-se.


#riodejaneiro, 14 de janeiro de 2020#

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