ESCRITOR-POETA E CRÍTICO LITERÁRIO Manoel Ferreira Neto RES-PONDE À GRATIDÃO DA ESCRITORA E POETISA Maria Fernandes(Maria Isabel Cunha)
Boa noite, caríssima Amiga,
Maria Fernandes(Maria Isabel Cunha),
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Em verdade, não me lembrava deste mini-ensaio no concernente à vossa obra, relendo-o agora que mo enviou, e não retiro uníssima vírgula de lugar no concernente à dignidade com a nossa Língua Portuguesa, e não retiro quaisquer ditos e interditos que habitam esta obra, quaisquer idéias, pensamentos que exponho, integralmente nada refuto do texto. E por que não? Tão simples assim: é o registro da mulher e da artista, da poetisa-escritora, habitando-lhe a "humanidade do ser", as palavras sendo a representação de sua sensibilidade e visão do mundo e das coisas, o que lhe reside de desejos e utopias do Amor e da Humanidade. Não o digo por diplomacias de Nações Irmãs, aquela etiqueta de "ilustre escritor", por sua consideração gentil e amigável, nada faço por diplomacia e etiqueta, quem observa certas atitudes e comportamentos meus não me dá outra classificação senão um caipira grosseirão. Digo-o por sua obra haver manifestado quem intimamente represento endossa ipsis verbis e litteris.
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Inda não conheço o seu novo livro publicado - soube por minha Esposa e Companheira das Artes haver lamentado sobremodo não haver feito o Prefácio, e por essa razão o livro não tem prefácio. Amanhã hei-de ir ao Correio para apanhar o seu envio de PARA ALÉM DAS PALAVRAS, que lerei com todo carinho e aquele olhar crítico, estou sim ansioso para des-cobrir, des-vendar, des-velar, des-nudar na sua obra o que é isto - PARA ALÉM DAS PALAVRAS? Bem desconfio que há nela dimensões do pensamento de Michel Foucalt e Bergson(filósofo que marcou e continua influenciando a Nação Portuguesa, o escritor português tinha grande consideração por este filósofo no que concerne à línguística existencialista) Prometo oficial e publicamente farei um Mini-Ensaio - vejamos a tese que se encontra no eidos de sua obra, crítico sou obrigado a ser quem sou no que concerne às idéias, pensamentos, visão de visão, à sensibilidade, a tese é a pedra angular, servir-me-ei, quem é não importa, des-cubro.
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Não se faz mister nenhum agradecimento, minha querida
Beijos nossos!
Manoel Ferreira Neto
#riodejaneiro, 13 de janeiro de 2020@
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Maria Isabel Cunha
Obrigada, ilustre poeta, escritor, crítico literário Manoel Ferreira Neto.
( Maria Fernandes, hoje Maria Isabel Cunha)
*O que é isto - Amar?*
O que é isto - Amar?, o que é isto - entregar-se ao verbo amar?, o que é isto - o amor? São questionamentos que nos fazemos por toda a vida, ora obtemos respostas, sentindo-nos felizes, contentes, satisfeitos, sentimo-nos realizados, e vivemos o amor em sua plenitude, ora não obtemos respostas, mas a busca continua.
Há muito venho acompanhando os poemas e escritos da Poetisa Portuguesa, Maria Fernandes, admirando-me sobremodo a sua sensibilidade, arte poética, linguagem, estilo, os temas e temáticas de sua obra, a sua visão-de-mundo. Andei por muitos horizontes da profundidade de seus poemas, buscando a essência, o "eidos", o núcleo, o ser mesmo da poetisa, mas, no momento de fazer a síntese de todas as coisas que fui reunindo na memória, não encontrava modo, linguagem e estilo de estabelecê-la com rigor. Os dados se dispersavam, não se comungavam. Haveria de continuar buscando a essência, o ser da poetisa. Tinha em mente, na sensibilidade, intuição e percepção uma imagem, a imagem do Amor - para mim, a essência de toda a obra da Poetisa era o Amor, a partir dele ela busca a realização de seus sonhos, sonhos que são da humanidade, solidariedade, compaixão, paz, compreensão, entendimento... sobretudo a felicidade, a alegria.
Continuei lendo a obra, continuei buscando nela o "eidos". A qualquer momento seria revelado. Era esperar o tempo da revelação da Poetisa.
Ontem, publicou ela uma homenagem à sua terra-natal, ao seu povo, a Portugal, revelando com toda a poiésis o Amor que sentia por ela, os seus desejos, suas esperanças, suas vontades da liberdade de seu povo. Tarefa árdua esta de homenagear o país com o Amor do poeta, frequentemente quem isto tenta envolve-se sem querer na teia do nacionalismo. Lendo o poema, não pude me furtar a lembrar-me do "amor" de Dostoiévski, escritor russo, pela Rússia, de Fernando Pessoa por Portugal. O poema de Maria Fernandes é tão profundo, verdadeiro, sensível que nenhum mínimo vestígio se encontra nele de nacionalismo, mergulhou ela no amor sentido, no amor vivido, vivenciado de tal modo que só o Amor verdadeiro se revela, só o Amor sincero se mostra.
Então, o que restava para compreender profundamente toda a obra da Poetisa Maria Fernandes se me foi revelado. Sinto Maria Fernandes antes de tomar a pena para compor os seus poemas mergulhando bem fundo na sua alma, buscando nela a revelação do amor, o amor que nela reside, habita, o amor que é o símbolo, signo, metáfora de seu "Ser". Uma busca incessante, as respostas que obtém deixa registradas, compostas na estrutura e na linguística da obra, mas sabe que são respostas ainda, digamos assim, efêmeras, pois que o Amor, o Verbo Amar, é uma dimensão sensível do homem que se mostra e revela outra a todo instante, oculta-se para se re-velar, revela-se para se ocultar, presentifica-se, distancia-se, o amor é "querência" do desejar amar, o amor é "desej-ância" do querer amar incondicionalmente... A busca será eterna, mas a poetisa não se cansa, não depõe suas lutas, sente-se feliz em caminhar com a humanidade à busca do AMOR.
Manoel Ferreira
OBRIGADA!
#riodejaneiro, 13 de janeiro de 2020#

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