LAIRE-BAUDE DE PECTIVO RETROS# GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA Manoel Ferreira Neto: AFORISMO



Pectivo retros de quimeras ins-crevendo no tempo aquém da eternamente eternidade as linguísticas e semânticas do sublime, da leveza a iluminarem as sendas ao longo da campesina estrada para os sonhos mais percucientes, esperanças vívidas da solene colina dos ventos in-auditos de onde a paisagem do In-finito res-plandece de iríasis do Amor eivado de estesias e belezas, de onde o amor se projeta de miríadas de luz branca, simbolizando o além-divino. Quem con-templa o Amor da colina é numinado, inspirado de sentimentos e emoções sensíveis e trans-cendentes.
@@@
Mister estar sempre enlevado de ópio, inevitável estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão.
Para não sentirem o fardo horrível do Tempo
Que verga e inclina para a terra,
É preciso que se embriaguem sem descanso.
Aí está: eis a única questão.
Para não sentirem o fado psicodélico do Tempo,
O fado saudoso dos mistérios,
Enigmas do além que vergam e inclinam para a terra,
é preciso que se enlevem em descanso. Com que incentivar e instigar os sentidos? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
@@@
Pectivo retros de sonhos pres-crevendo no Verbo Ser do pretérito mais-que-perfeito as dimensões trans-cendentais da entrega plena de ternura, carinho, carícias, entrega aos ex-tases da verdade que circun-vaga os tempos, per-vaga os éritos in-conscientes, re-novando-se, in-ovando-se, re-criando-se e as veredas da jornada pela vida a fora se re-vestem de poiéticas peren-itudes das paisagens do uni-verso, de onde se sente profunda e percu-cientemente o orvalho suave a tocar os inters-tícios da alma, po-iésis das dores e sofrimentos, angústias e tristezas, melancolias e nostalgias sin-estesiando desejos e vontade do outro outro de ser-no-mundo.
@@@
Pectivo retros de ideais pers-crevendo no Verbo "Esperançar" de gerúndios, partícipios e in-fin-itivos sin-estésicos as miríades dimensionais do belo e da beleza, sob as cintilâncias e brilhos das estrelas e lua incidindo-se nas águas do Lago Éden à margem da colina dos ventos in-auditos, em cujas luzes que se esplendem por todo o vale o In-finito performa o baile das alegrias e prazeres, as iríasis futurais encenam as etern-idades re-vestidas das cáritas do evangelho da Verdade ser o genesis da poética Vida-Vida.
@@@
Perquirí vós que horas são,
Com aquela veemência do instante-já
Da confissão ao pároco, aquela fé descontraída;
E o vento, a vaga, a estrela,
A coruja, o relógio responderão:
"É hora de embriagardes!"
Sanguíneos pó-"entes"
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em mirra limpa
Os vícios que são o estrume das virtudes.
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
@@@
Pectivo retros de esperanças vers-ejando e vers-ificando as érisis do tempo e dos ventos que pers-crevem o absoluto à luz do apocalipse, a po-esia se re-nova, in-[ov]-a-se, re-cria-se, re-faz-se de dentro dos abismos in-auditos, dos vazios indescrítiveis, dos nadas extasiantes, esplende-se a todos os espaços do In-finito, alimentando de espiritualidades as querências e desejâncias dos volos dos dons e talentos.
@@@
Para na alma ressentida, ofendida,
Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente; - Infame a que estou de mãos entrelaçadas, tal como o forçado à corrente,
Ao redor da existência do homem
Há caixas de vidro,
Cofres de porcelana,
Dentro dos quais, como em jaula,
Ouve-se palpitar um bicho.
Mais próximos estão das gaiolas
Ao menos pelo tamanho,
Quebradiço da forma.
@@@
Pectiva de retros tecendo de experiências e vivências éritos do tempo, trans-literalizado pela memória, trans-poetizado pela sensibilidade, trans-litterisado pelo húmus e semente da etern-idade, trans-proseado pelo perpétuo de outras visões profundas do tempo que prossegue a sua jornada, as contingências seguem as decisões e consequências, liberdade, responsabilidade, compromisso, a cada travessia outras des-cobertas, re-novação, re-fazenda, re-nascimento, o tempo in-ventou a morte, não conhece a vida, a vida re-inventou a etern-idade, nela a verdade se vela e des-vela nas suas travessias, nonadas, nada, vazio, na esteira do SER LIVRE.
@@@
Ah, pobre e miserável
Estrangeiro, andarilho!
O veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro,
Ide, maldito, ",
Para o fogo eterno!
@@@
Ah! ignaros - de vossos exílios
Se vos livrássemos um dia,
Vosso ósculo ressuscitaria
O cadáver de vosso algoz!"
@@@
Pectiva de retros exalando das flores do jardim em uníssono o perfume da poesia que verseja e versifica no tempo a eternidade, de sin-estesias e metáforas tecendo o ad-vir do "ser". Poesia: jardim de pectivas retros da etern-idade.
@@@
Etern-idade:
Flores de laire-baude,
Exalando o perfume das
Transgressões dos princípios e virtudes do ser,
o sublime a cada passo
Desvelando-se.


#riodejaneiro, 14 de janeiro de 2020#

Comentários