**DE SILVES E O MANTO UFANO** GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA
Dúplice garganta em línguas mortas... Gozam corvos
distantes. Longínquos.
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Hiatos in-vertem acidentais limiares de gênios,
separando a perfeição formal. Críticos in-vertem biográficas inteligências em
paixões humanas.
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Taças esvaziam-se. Labaredas retremulam. Torres
transportam dardos. Fortalezas declinam corpos. Vulcões envolvem sombras.
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A solidão ferve. Árvores que ecoam no deserto.
Exílio cheio de brilhos. Acobreados do sol quente. Sombras contorcidas.
Álamos. Açoitam assombros crespos. Conduzem remos
aos ventres ensaiados. Tem origem o manto ufano. Paixão ínclita. Insanos
despojos ampliam serpentes feridas. Morte. Emprega armadura arrebatada de
silves. Reino latino confessa juramento herdado.
#riodejaneiro, 12 de janeiro de 2020#

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