POETISA ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA Sonia Gonçalves ANALISA A PROSA #SILÊNCIOS DA MEMÓRIA#




Que lindo Manoel Ferreira Neto, amigo querido, escritor incansável, garimpeiro das palavras preciosas, das joias raras, jardineiro do mundo, caçador de versos, puxador de conversas grupais, narrador visual das comunidades, seresteiro das poesias melodiosas, criador das fantasias e folias, dos discursos prosaicos da literatura, das saudades ternurentas... Lindo demais sua poesia prosada. Amei!!! Bjos Manu...Bjos para a autora da obra de arte Graça Fontis.


Sonia Gonçalves
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RES-POSTA À ANÁLISE SUPRA


Em verdade, em verdade, Soninha Son, Benzinha já se expressou com todas as palavras no riste da Língua: "Quero ver se você consegue conservar esta dimensão da Arte Poética e Literária como o tem feito neste início da década de 2020. Bem... Não sei se me será possível isto, o desejo é real e radical de fazê-lo, mas só depois das obras escritas pode-se dizer que fui capaz ou caí no abismo. Um dia eu jurei que os passos na vida de poeiras seriam inapagáveis. Continuo na estrada tentando esta proeza e façanha.
Beijos nossos, querida!
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#SILÊNCIOS DA MEMÓRIA#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: PROSA
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À velhice ou ao crepúsculo da existência convém uma ocupação de ancião: olhar para trás, passar em revista, fazer um balanço, procurar um consolo nos acontecimentos de outrora, evocar lembranças, numa palavra única, dedicar-se a uma cultura histórica - infelizmente, a espécie humana não consente que julguemos seus passos.
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Tenho veneno nos versos... Tenho serpes na alma... Tenho erisipela nas pernas que atravessam bosques e selvas do desejo do Ser. Ali a existência... acolá o fenescer resplende-lhe as sombras.
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Pequenas palavras surgidas de súbito - ilusões de poesia e poiésis no leito de palavras e sentidos, no regaço de dialéticas da iluminação, musicalidade e ritmo da sensibilidade, lírica e sonoridade de percepções do espírito, intuições do ser e essência, à mercê da inspiração e intenções di-versas, em princípio, sugerindo que foram pensadas e sentidas para outras virem à soleira, na sua algibeira promessas de futuro, in-finito, no seu alforje as querências e desejos da plen-itude às avessas da in-finitude, ao re-verso da imortalidade, ao in-verso do ab-soluto, ao verso de horizontes finitos, ao viés dos volos e ex-tases do uni-verso, às estrofes de sentimentos de amor e paz, de felicidade e alegrias mil e tantas, dizerem suas verdades - modificam a linguagem, estilo, nasceram poiéticas, prolongam-se poéticas em busca do verdadeiro verso do espírito e do ser, re-velando perspicácia, trans-parência de sensibilidade na sublimidade do tempo, nitidez da alma na perenidade do efêmero, acompanhadas de vivacidade, aqueles olhares transcendentes em busca das sagacidades dos linces do mistério, seguidos de inteligência e flexibil-idade das a-nunciações para um mergulho profundo, para uma visão ampla de pormenores dos enigmas que lhes envolvem, dos segredos que lhes habitam os interstícios da alma plena de desejos e questionamentos.
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É preciso descer à solidão da memória e começar a garimpar cristais perdidos, é preciso subir ao silêncio do ser-espírito e inicializar a con-templação do porvir, do verbo por se tornar carne, ter aquela vontade indescritível e indizível de ser ele o tesouro mais importante que todas as coisas no mundo. Um dia algo foi bom, verdadeiro, a luz do sol re-fletiu na pedra angular do ser e do espírito a querência suprema do homem, o AMOR, e o reflexo deixou-lhe perplexo...
#RIODEJANEIRO#, 12 DE JANEIRO DE 2020#

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