EM CUJAS MIRÍADES SE CONTEMPLA - Manoel Ferreira
Leitor,
desculpe-me, se com estas palavras, de viés e antemãos, utilizando-se das
ironias e pilherias, desejo persuadir ou convencer, sei lá, há séculos e
milênios não construímos um castelo de suspeitas sobre uma palavra, desde que
compreendemos que, embora as palavras sejam de todo modo e estilo
negligenciadas, colocadas a nível apenas de elucubração, o que move os homens
de letras e de intelecto que construímos este mundo, apesar de todas as
ideologias contra, interesses e picuinhas os mais diversos possíveis que nos
lançam os homens, a humanidade, ainda nossas idéias e pensamentos, nosso ardor
e entrega à vida dos homens, esquecidos que somos de nós mesmos,
esquecendo-nos, encontramos com algo que nos transforma e modela a vida ao
estilo e linguagem de quem busca o impossível, o que não pode estar em nossas
mãos, saciando a nossa sede e fome....
Somos nós estes simples sonhadores, estes pequenos
homens que acreditam na alma humana, na sua força e vitalidade de recriar o
sofrimento, as dores, alegrias e felicidades, esse tecido de que é feito a
nossa existência, a nossa insistência na “alegria”, “paz”, “entrega ao outro de
corpo e alma”, o nosso mergulho completo e absoluto à busca do eterno...
Se ainda não me fiz compreender, creio há quatro
gerações não haver ninguém que nunca tenha ouvido a música do Bee Gees,
Tomorrow, Tomorrow... Linda, lindíssima, deixando claro e evidente que posso
compreender a lírica, sou um ex-professor de Inglês quem lhes dirige a
palavra... Então, se alguém de vocês leitores conhece, busque ler estas
palavras ouvindo esta canção, esta canção que nos eleva à nossa identidade: “Everyone´s gonna know me
better”. Ah, posso afiançar que a lírica é lindíssima.
É nisto leitor que nós das letras, estes que
perseguem o sonho do verbo amar, e foram milhares deles, e muito pouco sabemos
de suas contribuições na busca do que somos vocacionados, e cada um contribuiu
e muito, e perseguimos ainda o sonho, pois que as palavras são recriações e
representações, mas a vida destes homens que “fomos-somos” pode muito bem
seguir em sintonia com o que é vivido, isso de máscara e palhacices sem sentido
não tem valor, isso é conto da carochinha, se assim me posso expressar,
adulterando o sentido do conto, e de tudo o que significa no nosso inconsciente
coletivo e divino, incluindo este, aliás esquecido por muitos, mas isso é
também vida. Amanha, todos irão conhecer melhor, e o que mais insistimos em
perseguir é isso, o melhor, ai deixo para as ideologias decifrarem, nada direi,
até como um acinte à inteligência...
Ah, leitor, aí vem a chave da questão. Não peço
compreensão, entendimento, analise, interpretação, seja lá mais o que o for,
mas há limites que não escapam do olhar humano. Se dissesse, por exemplo, que
nós os homens somos “seres-para-o-livro”, haveria alguma contestação, então
diria que deveria se referir à Bíblia, a Palavra da Deus, em cujas linhas
buscamos a paz e a felicidade, dons de Deus, que nos orientam para um mergulho
nas águas de nossas vidas, onde Deus se encontra habitando.
Dizem as más línguas, dizem a todos os pulmões,
sorrisos, risinhos de soslaio e preguiçoso, sentindo-se os senhores da verdade
e da crítica, ser quem lhes dirige a palavra alguém “invejoso”, não sou lido
pela maioria, e o que se encontra registrado na folha branca de papel são
contra-sensos sem limites e fronteiras, asneiras para Rapunzel, se assim posso
mergulhar em várias questões neste mito.
Tudo bem... Reconheço as dificuldades que se pode
ter para ler o que escrevo, devido à linguagem e estilo, se alguém não pode
ainda entender estas palavras, há outra que pode expressar com dignidade e
honra, “empolado”, isto querendo dizer que seja alguém das letras, erudição não
significa coisa alguma. Reconheço as faltas, falhas, erros, enganos, mas só há
um problema muito sério nisso tudo, nesses comentários sem quaisquer sentidos,
desde que jamais precisei sentir inveja de ninguém, se fosse para ter alguma
teria dos cães: “Farejou, não reconheceu: mordida”. Salve-se quem puder.
Reconheço. Então, apresente algo que supere neste
linguagem e estilo, como disse alguém de categoria e dignidade para o afirmar,
não necessitando de modo algum elogios arbitrários e gratuitos, apenas para
figurar: “Quem ousar imitar você, cairá num ridículo horrível”.
Este o dom que recebi de Deus gratuitamente, então
é dever doar isto aos homens, à busca de algo, de uma verdade que nos mostre e
nos identifique o que é isto o prazer, a entrega, não nos esquecendo de algo
que dissera em outras palavras, “... o desejo de amor só vive de entrega...”,
noutras realidades, mas que superei, crendo nisto que escrevo, nestas palavras
que dirijo aos homens, não esperando que as aceitem, mas que questionem suas
vidas e suas realidades, à busca do verbo amar.
Não. Digo mesmo, assumo vez por todas: “Não vim
para aprender. Vim para ensinar”. Nenhum tonto vai ter a ousadia de afirmar
isso e daqui para ali pode se ver refletido de outro modo e estilo, linguagem. Afirmo
sim. Esses são os estilos e linguagens que aprendi durante a vida, com todos os
seus sofrimentos e dores, sonhos e utopias, e esse sigo até ao fim, quando nada
mais restará de mim senão as cinzas, a obra não serei mais, será o que doei a
todos com amor e carinho, e isso também afirmo com categoria.
Convencido!... O convencido é o primeiro quem
assiste de camarote a sua miséria, o seu esquecimento. Nada disso. Sou um homem
consciente de quem sou e represento no mundo, sem sustentações de princípios e valores
retrógrados, um “maldito”, na linguagem vulgar.
Ah, leitor,
nunca me esqueço de alguém muito especial, muito querido que me orientou muito
nisso de ser preciso sofrer, sofrer, sofrer, para ser alguém das letras, o
Dostoievski, Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazovi, O Idiota, Os Possessos, O
Adolescente... Com ele, pude compreender o que é isto entregar-me de corpo e
alma às letras, aos meus próprios sonhos, utopias. Não seria de modo alguém
quem não soube valorizar a sua obra, ao contrário: com elas tornei-me quem sou,
quem serei, “amanhã, irão me conhecer melhor”.
Amanhã, alguém irá ler estas palavras,
compreendendo e entendendo mais profundamente o que querem e intencionam dizer,
elas mesmas, quando não mais estarei nesse mundo, nada mais restará senão as
cinzas, continuando a obra que não mais é minha, é de todos os homens, de toda
a humanidade.
Amanhã... Nada me importa, importa o que estou
vivendo aqui e agora, diante dessas e daquelas situações, tendo, às vezes, de
cuidar de alguns aspectos da imagem e dos interesses, escrevendo algo
incompreensível diante de alguns pontos de vistas e ideologias. Se bem me lembra algo inesquecível: “Ninguém
escreve para amanhã, mas para hoje”...
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