(TESE) - EFÊMERO E O NADA - ENSAIO POIÉTICO DOS CAMINHOS DA LUZ - Manoel Ferreira
IV CAPÍTULO - O NADA E A ARTE LITERÁRIA
4.2 - TRAVESSIA DO SILÊNCIO À SOLIDÃO
DO SER
A poesia é re-velação sensível,
a-nunciação do espírito, é a subjetividade, o "eu poético", cuja
linguagem e estilo são imagens metáforicas, semânticas, linguísticas, entes do
trans-cendente, verbo do con-ting-ente, pura sensibilidade.
Seria que pudesse o "nada",
após o efêmero das quimeras, ilusões, fantasias, sorrelfas da estética, da
beleza esvaecerem-se nele, o "eu poético" nadificado, encontrando no
vir-a-ser alguma pers de esperança do verbo poiético, entregando-se e
superando-se da ausência da eidética sine qua non da sensibilidade?
Tomando em consideraçao que, esvaecido
o efêmero no nada, resta o In-finito, em princípio mero idílio no horizonte
distante, longínquo, luz ínfima de pectivas para outros sonhos e esperanças,
nele habitando o verbo da éresis do "eu poético", a sensibilidade
para o desejo do verso-uno da beleza estética, o in-fin-itivo da iríada do
"espaço poético do eu", em cuja eidos habita a inspiração do volo das
sublim-itudes do espírito, re-pres-"ent"-ado pela imagística
semântica do divino, linguística da travessia do silêncio à solidão do ser,
metáforica da ponte partida dos mistérios e enigmas, lapsos do "ser
poético" perdido ao longo do tempo nas dialéticas e contradições do ser e
não-ser, do ser-com os inauditos do verbo, que se tecem de rituais eidéticos do
sublime, para a continuidade do In-finito de "persianas" abertas à
luz do perpétuo, desejando o raio numinoso da vida na anti-poiética poiésis dos
versos e estrofes que sin-estesiam as querências, desejâncias da
uni-versalidade poemática do belo, suprassumida através, por inter-médio do
nonsense da semântica da pá que lavra o significante. Baile platônico do
sensível sonhando, idealizando o espírito estético do verbo regente das
nad-itudes da imperfeição perfeita, versos e estrofes carregados de vernáculos
eruditos ritmados de sons, melodias e acordes, do que trans-cende o In-finto,
mas nonsense do uno-verso da verdade da "estesia" que origina, dá luz
ao prazer no baldio da alma, preenchendo-a de "éritos do tempo, do
absoluto poético, metafísica de forma e conteúdo, perfeição imperfeita de cujos
úteros do tempo e do ser nascem a fé con-ting-ente no Espírito do Verbo, no
Verbo do Espírito, sin-cronia, sin-tonia, harmonia de excelência, por
excelência para a verdade do Espírito Poético do "Eu Poiético".
Nada de baldio entre os éritos e o
vir-a-ser, há-de ser, porvir do nada que posterga os finitos do ser em nome do
ente que se prolonga nos campos líricos para a eidética poiética da poiésis do
pleno que con-templa a plen-itude do nada-efêmero.
O nada é a esperança, é o sonho virgem
da Arte, dimensão do In-finito, a dimensão pura e prática da verdade, verbo
completo de modos para serem conjugados na iríasis do espaço poético às iríadas
do uni-verso metafórico, semântico, linguístico, para a visão-[do]-numinous do
verbo, luminosidade da Imagem esplendida ao ilimite do tempo, ao eidos do
ser-para a vida da sensibilidade, para a Inspiração, piração do inner em nome
do "nous" do ser.
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