**SOM DAS ÁGUAS VELANDO O SILÊNCIO DO ABSOLUTO** - Manoel Ferreira
Plen-itudes - re-fazendas de primevos princípios ao longo de caminhos à
luz dos horizontes, rios sem pressa, sem margens, de confins luzes esplendendo
raios ao tempo de con-tingências de buscas e encontros, de arribas numinosos
raios de sol
estendendo a claridade diáfana aos uni-versos de templos da imanência
velados de esperanças, de templos da vacuidade des-velados de fé, do que há-de
vir serem as volúpias de êxtases efêmeros, a verdade virgem nos auspícios da
montanha,
escalá-la com a alma de desejos e vontades, vislumbrar o panorama
silvestre do campo.
Sublim-itude de volúpias de êxtases efêmeros - a fonte de todas as
coisas boas é múltipla, as cores que embelezam os jatos de água de fonte
luminosa são re-presentações de sentimentos e emoções que perpassam o íntimo.
Todas as boas coisas expansivas pulam de prazer à ec-sistência. A minha arte e
a minha mais cara astúcia em que o silêncio tenha aprendido a não se denunciar
pelo silêncio aprendi-as deambulando êxtases nas sinuosidades dos caminhos,
delineando sensações nas eter-itudes das sendas e veredas, burilando querências
e desejos nos versos-unos do efêmero e eterno. Pontes partidas atravessei à
mercê do porvir de outros horizontes, no re-fazimento dos sentimentos de amor,
esperança, velando os sonhos à luz das velas eternas da alma à busca da verdade
a saciar sua sede do sublime verbo do ser e da entrega.
Etern-itude efêmera de êxtases de volúpias, sentindo desejos de
trespassar as nuvens com cintilantes fios de ouro e ribombar como trovão no seu
bandulho de caldeira, re-fazendo de vazios estendidos ao longo das estradas as
utopias da solidão do ser, da identidade do "eu", longínquas vão as
quimeras e nostalgias do nada a preencherem as lacunas do vazio, distantes vão
as fantasias e melancolias da ausência a preencherem de presenças o vazio das
falhas e faltas do ser no uni-verso de horizontes estendidos ao longo do
espaço, as nuvens brancas e azuis do não-ser cobrem de in-finito resplendor as
águas do oceano de etérea neblina...
Ritmo de solenes eflúvios, nostalgias mescladas ao apocalipse de glórias
esplendem de longínquas re-velações da beleza a performance de danças lúdicas,
os idílios da felicidade velada de esplendores absolutos do efêmero eterno - os
sons fazem dançar o nosso amor em variados eclipses do sol, numinando o sublime
alvorecer do espírito.
Melodias de águas cristalinas de por baixo de pontes itinerando a
jornada sem margens do destino, peregrinas sem pressa do vir-a-ser de
plen-itudes, no cenário voluptuoso das re-presentações estéticas, manancial de
alegrias, sonham com coisas longínquas por um caminho solitário, à luz do tempo
que ilumina os caminhos de trevas, lenhadores e guardas das florestas e campos
sabem o que significa o som das águas velando o silêncio do absoluto.
Manoel Ferreira Neto.
(10 de maio de 2016)

Comentários
Postar um comentário