COMENTÁRIO DA AMIGA, ARTISTA-PLÁSTICA(PINTORA) JACYRA GOMES AO TEXTO /**PROSA ANTI-ESTÉTICA DAS PERS DE AMOR**/


PROSA ANTI-ESTÉTICA DAS PERS DE AMOR
Manoel Ferreira Neto.



Divino, nas eternas lembranças no silêncio que se instala em mim, pois a Alma suspira pelas palavras de amor num imenso inverno, para quando chegar a primavera estarei à espera do meu grande amor ...... Que será eterno em todas as estações do ano e na sublime felicidade de duas Almas sedentas de se unirem por toda eternidade......



Jacyra Gomes



**PROSA ANTI-ESTÉTICA DAS PERS DE AMOR**



Pers de amor solsticiadas de neblina, lembranças, re-cordações nubladas de sentimentos e emoções esplendidos ao tempo a fora querências trans-elevadas ao ser das travessias, desejâncias trans-projetadas ao verbo in-finitivo das passagens da sombra do sol posto ao silêncio dormindo a sono solto, à música da vida orquestrando de ritmos suaves e divinos, melodia serena sentimentos que brotam em reboada, a estrela tem luz própria, a estrada tem trilhas peculiares, singulares, a vida é só um instante, é só um momento, voar ouvindo a melodia do vento... a melodia do violino fala a minhas linguagem de volúpias e ex-tases des-afinados, contrariando todas as semânticas e linguísticas, trans-mitindo palavras, sentires além desejos sensoriais do espiritual, além clímax sensacional dos sonhos do amor, além elo do ser perfeito.
Pers de amor pectivadas de inverno embevecido de estrelas dançantes onde o In-finito entrelaça sentido ardente à liberdade do presente que ficou volátil, à solta, às águas claras onde a lua nada deliciada na essência do ser, elas são infinitas, no trans-curso do tempo são o oceano cultivando as delicias de serem ondas em direção à praia, movimentos cadenciados da parassíntese em profusão e deleite, a atmosfera oceânica convida ao sonho, ao recolhimento, o luar maravilha com cores de sonho o in-finitivo do além, no outro lado do oceano as flores são mais exuberantes, perfumes extasiantes, coração e inspiração entram em ascese rumo ao cerne do Verbo nos interstícios entre as vozes silenciosas silenciadas de silêncios e os silêncios sussurrados de sussurros bemóis.
Pers de amor pectivadas de primaveras subconsciêntes amando o frescor do silvestre da Verdade, aquele que só à felicidade conduz, sinestesia, monotonia, poesia que versejam a imagem em palavras que despetalam as rimas do amor, estrofes orvalhadas de signos e miragens da alma em incógnita prece de perscrutar o horizonte sublimado, perpetuado à prosa estética in-versa à fantasia que vitaliza o olhar e dá alegria à serenidade melódica do amor eterno.



Manoel Ferreira Neto.
(10 de maio de 2016)


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