COMENTÁRIO DA AMIGA, ESCRITORA E POETISA ANA JÚLIA MACHADO AO TEXTO /**PARA VOCÊ DESEJO COMPOR UMA PROSA PLENA**/
PARA VOCÊ DESEJO COMPOR UMA PROSA PLENA
Manoel Ferreira Neto.
Desejava ele elaborar um soneto absoluto de misturas sensações,
Prosa absoluta de bem redigir alegóricas,
Elaborar igualmente, uma prosa absoluta de sons boiando
Pretendera ele redigir-lhe um soneto
Mas escapou-se -lhe às garras a sensação
Porque elas não percebem a conjuntura
Nem a alienação que me conquista a alma.
Pretendera ele esculpir – lhe cada lineamento
Nesses traços vertidos na folha
Mas não saberia delinear-lhe um paraíso
Nesses breves traços que contudo concebe.
É que bate uma saudade tão louca
Que, quisera eu, o que cala essa boca
Voasse mil quilômetros de distância
E que, por termo, conquistasse a plenidão
Que o conduzia em cada sinal e actuação
De sua alma e em harmonia com a do seu amor…..
Ana Júlia Machado.
**PARA VOCÊ, DESEJO COMPOR UMA PROSA PLENA**
Para você, desejo compor uma prosa plena de sin-estesias de vernáculos
eruditos e clássicos, a beleza da forma velando o conteúdo inter-dito de sons
in-auditos do silêncio a ritmarem e melodiarem as a-nunciações íntimas e
recônditas da alma solsticiando-se com as cintilâncias das estrelas e desejando
o lúdico brilho da lua a iluminar as suas abismáticas profundezas, mostrando
trans-parente e trans-lúcida a regência da plen-itude do Ser mirando o
uni-verso através da fonte in-fin-itiva do além - orquestra dos sentidos
executando as claves místicas e míticas do mistério em ondas sonoras
perscrutando o horizonte à espera de devaneios semânticos do amor da poesia.
Para você, desejo compor uma prosa plena de estilísticas simbólicas, o
belo cadenciado voando em ritmo in-descritível de plen-itude, levitando,
flutuando no sonho de po-ente onde o silêncio dorme esquecido em delírios à
busca da harmonia do demência com o prazer, clímax do encontro do amor na
expressão mais solene da verde esperança da verdade por detrás do silêncio -
sin-fonia de chamas ardentes crepitando as achas das fantasias esfumadas na
praia do efêmero, do arco-íris melodiando as cores mágicas até à eternidade de
verbos metafísicos que proseiam o in-finito além do horizonte.
Para você, desejo compor uma prosa plena de vozes vogando, em ascese
rumo ao infinito, as poeiras voláteis das lembranças, nostalgias, melancolias
emaranhadas nos enigmas da inconsciência, nos mistérios incógnitos entre a alma
e o além, cerne do Verbo entre o presente e o há-de ser futural do
ser-horizonte do espírito cósmico à busca do insofismável do abstrato bailando
com as estrelas na perenidade cócita das esperanças a abrirem os braços aos
sonhos voláteis de dádivas divinas - interstícios de quimeras passadas na
beleza de cisnes em lago azul.
Manoel Ferreira Neto.
(10 de maio de 2016)

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