RENASCÊNCIAS DA IMAGEM DO PLENO# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: AFORISMMO
Do belo
Da vida que imita a arte
Sabedoria
Da arte que imita a vida,
Estesia
Da criação e re-criação
Das dimensões da contingência,
Conhecimento
Do bem e da verdade,
Bem que enaltece e liberta
A alma de suas correntes e algemas,
Verdade que eleva o
Ser e o não-ser
Ao espírito da vida,
Consciência estética
Do espírito e transcendência
Visão ética e moral,
Além das situações
Do efêmero e perene,
Aquém das travessias
Das tristezas à felicidade!
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Voz de entonações, sinfonias, harmonias na
querência da vida/ec-sistência que se faz, que se a-nuncia, que se re-vela na
passagem sem pressa dos ponteiros do relógio do tempo, contradições e
contra-sensos da história, vivências e experiências de re-nascentes luzes de
novas posturas éticas e morais, novas visões artísticas e filosóficas, nas
re-nascências das imagens do pleno e sublime, idílios e quimeras do sonho-verso
do eterno, da utopia-verbo da inocência, do in-fini-itivo-sorrelfa da
ingenuidade, ser-tao do amar-verbo de buscas trans-itivas, da cáritas-estrofes
de querências in-transitivas, onde as pers-pectivas da imagem nascem das
esperanças, florescem de conquistas e infortúnios, transformam-se de felicidades
e prazeres - os cânticos serenos, suaves do amor re-fletidos originam-se no
espelho dos sentimentos divinos, são concebidos no olhar perspicaz que os
a-lumbram no itinerário das intuições de suas perspectivas de encontros e
alegrias.
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Voz de liberdade, concebida no silêncio de sentir o
que profundo habita os interstícios da alma, de con-templar o que habita o
sentimento do silêncio, gerada na solidão de ser-me, dada a luz no ser-só de
ser-me e estar-me, ouvindo o ser em mim, buscando a verdade intrínseca ao
estilo e linguagem do estar-sendo, que se manifesta espontaneamente,
deixando-me extasiado, não pensava que fosse ouvi-la tão límpida, fosse vivê-la
de modo tão presente, tão forte, chegando quase a gritar.
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Voz de músicas, cânticos e baladas, canções que
elevam as idéias, ideais ao cume do por-vir, aos auspícios do por-ser, por
serem os liames que id-ent-ificam o ser-tao da sabedoria, conhecimento.
Descortina-se um horizonte amplo, a abranger em um clima de tolerância uma
grande di-versidade. Os sons das línguas mais divulgadas mesclam-se em surdina,
melodias e musicalidades das palavras mais sonhadas, seus sentidos tornem-se
realidades insofismáveis, adiram-se em murmúrios e sussurros, para esquentarem
a altissonância das metáforas do perene, silepses do efêmero e mortal. O
uni-versal traje de noite, um uniforme de civilidade, reduz exteriormente a
di-versidade humana a uma unidade decorosa.
#riodejaneiro, 12 de dezembro de2019#

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