CRÍTICA LITERÁRIA ESCRITORA POETISA Ana Júlia Machado ANALISA INTERPRETA E TEXTUALIZA O ACRÓSTICO #LINGUA PORTUGUESA#




No escrito de Manoel Ferreira Neto -#LÍNGUA PORTUGUESA#, aparenta ser uma crítica à língua Portuguesa e o quão ela é deturpada…
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É evidente que a língua de qualquer população é activa, comporta expressivas mutações que acompanham os desenvolvimentos e progresso dos pensamentos, do intelectualismo e da erudição. Tal ocorrência tem sucedido igualmente com nossa querida língua mãe, tão estupendamente exaltada nos versos de Camões. No entanto, é desejável e sadio que as modificações ocorram a partir do interior da sociedade, das existências e do aperfeiçoamento da mesma.
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Infelizmente, nos derradeiros anos, têm intervindo em nosso País a uma inconveniente descaracterização da nossa língua falada e escrita. É amargo a constatação de que tal raridade seja presenciada similarmente na redação de trabalhos científicos divulgados em revistas médicas nacionais. É dispensável verbalizar que essa real investida é fomentada pela infausta interferência da língua inglesa, reforçado nos derradeiros anos pela globalização da cultura, pela massificação das comunicações difundidas pela televisão, pela popularização no uso dos computadores e, mais actualmente, pelo aparecimento das executantes de "telemarketing", este último real aniquilador da nossa língua e desorientador da nossa placidez domiciliária. Devemos admitir que junto a esse facto A utilização descabida do presente ou futuro do gerúndio, legítima do ponto de vista gramatical, contudo deselegante e amoral do ponto de vista ético, cria um dos exemplos mais frequentes e distintos de acometimento à nossa língua falada. Na linguagem escrita, Outra pungente constatação é a inserção de neologismos, a partir dos termos em inglês, que não rematam qualquer analogia ou sentido em nossa língua, Igualmente, termos originários diretamente do inglês, como "revisitar" ou "estado da arte", usados vulgarmente em títulos de aulas e temas de congressos, poderiam ser apropriadamente revezados por "revisão" ou "atualização", mais adequados com nossa forma de manifestação. Esperemos que esta onda malévola se anule velozmente sem deixar cesuras de alterar as formas em nossa língua.
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É importante que os incumbidos da edição e verificação de textos científicos, alcancem o hábito de expressar-se de forma a conservar a estrutura-padrão da nossa língua. Devemos ter saber para destroçar toda e qualquer interferência exterior malévola sobre nossa forma de falar e escrever, e que casuais mutações deverão acatar a evolução do nosso meio e de nossa sociedade. É nosso papel afastar a onda do "gerundismo" excessivo, do uso de adjectivos em demasia e da introdução de termos em inglês sem significado correlativo em nossa língua. Recordemos o que sempre desvendou-nos a História das civilizações, que a devastação da cultura de um povo começa pela aniquilação de sua língua nativa.
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Onde se fala português mais corretamente? Qual a região do país onde se falar melhor português? Foi sempre uma pergunta com uma resposta difícil ou, em várias ocasiões, com diferentes contestações igualmente válidas. Há quem refira Lisboa e Coimbra como sendo as regiões onde se fala português mais correctamente. Mas será mesmo assim?
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Vários especialistas defendem que a faixa que vai desde a Figueira da Foz, passa por Coimbra e continua até à Guarda é um bom exemplo de uma região onde se fala português. Questão que foi abordada no poema do escritor Manoel Ferreira Neto que Coimbra das quimeras das clássicas letras, lusas Inapreciáveis dos deleites filológicos, Oh, "agreste e pulcra"
Curiosamente, essa faixa coincide com o lado Espanhol onde se fala melhor Castelhano, que passa por Salamanca e vai até Toledo.
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Mas o português falado nesta região igualmente possui os seus vícios. O uso excessivo do “você” em vez do “tu” é o mais patente. Verbalizar “vocês são” em vez de “vós sois” é uma deformação do português perfeito.
Sendo assim… afinal onde se fala o português mais correcto? A resposta poderá ser: em nenhum lado. Ou talvez: na zona de Coimbra mas com algumas lacunas que poderiam ser corrigidas utilizando certos detalhes do português falado mais a norte.
Ana Júlia Machado
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Disse-o tudo que almejara eu dizer sobre a nossa LÍNGUA PORTUGUESA, caríssima Amiga e Crítica Literária, Ana Júlia Machado, todas as esperanças e sonhos colocamos em suas mãos. Se olharmos em termos da Internet, a Língua Portuguesa está à mercê do analfabetismo, das transgressões da cultura gramatical, linguística, e ainda diz-se que a poesia habita o mundo que inda não conhecera em toda a História, os artistas se sentindo com a língua nos trinques, só se for na língua dos trinques vulgares, nonsenses das construções, apenas vaidade, porque sem a Língua em sua erudição a poesia não existe, não vive..
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Agora, sinto-o mais profundamente ainda, é tempo de seguir mais para o Norte, falar mais correcto, com todos os sentimentos e emoções de ser a Língua Portuguesa em sua expressão mais Sublime. Jamais me esqueço de que a Língua é a IDENTIDADE DO HOMEM. Que escritor não sonha, tem esperança em ser a Língua em cujas estruturas habita o mundo da Expressão da Vida?


Manoel Ferreira Neto
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#LÍNGUA PORTUGUESA#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: ACRÓSTICO
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L-eves sons no ouvido do tempo sonorizando
Í-ntimos desejos e sonhos dalmáticos da expressão
N-a medida da necessidade em que as verdades
G-alantes carecem de ser pronunciadas, glorificadas
U-ma arte esvaece-se quando os
Atos se abrigam sem trégua sob a tenda da ausência de erudição
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P-eculiar o homem hodierno a chama íntima
O-nde houver um devir,
R-epleto de cruzamentos sutis de ecos de regras e exceções
T-ornando delícia in-vestigar-lhes com percuciência
U-m dobrar-se sobre o seu ser íntimo,
G-uardar-se a si mesma a língua tem de poder
U-m som, habita-lhe sentido, significação, revelam-se fonemas
E-nquanto se lhes ouve, o entendimento, compreensão, conhecimento
S-ol posto nas Artes, Ciências, Religiões,
A poenta vereda dos horizontes, o conhecimento, sabedoria
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U-m curto capítulo, re-encontro, longo, des-cobertos outros horizontes,
L-ivros primorosos, a escorreição da erudição, a identidade do homem
T-essituras para ausências, um parágrafo de quimeras, utopias
I-naudita, quem mergulha em toda a sua profundeza, in-vestigação contínua?
M-as, alfim, desejos, vontades de sabedoria, nascidas no ritmo do olhar que capta, re-colhe,
A-colhe tomos inteiros de explicações, avaliações, a profundidade do saber
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F-lorescem perquirições, o saber cai com grande rumor de seus ramos, da palmeira, as folhas balançam ao vento,
L-evada, diplomática, intransigente, requer respeito, é o "eu" do homem,
O que vive tem necessidade sine qua non de se cercar de uma atmosfera de diálogo, comunicação, de auréola enigmática
R-evela-se o espírito, tudo se mescla em paz
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Dos mistérios, cor-agem, sagacidade de escolher a nitidez, translucidez, a língua transforma-se em obra de arte
Obras e vida, onde se deveria aprender a existir, viver, e a esquecer todos os problemas.
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Lácios, sentimentos e emoções a-nunciam-se repletos de desejos e vontades de ideais e ideias que abram a poenta senda dos horizontes
Ávidos pensares, sentires,
suficientes para tornar possível a entrega às palavras, à Língua,
C-oimbra das utopias das clássicas letras, lusitanias
I-nestimáveis dos prazeres linguísticos,
Oh, "inculta e bela"


#riodejaneiro, 09 de dezembro de 2019#

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