PINTORA ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA Graça Fontis COMENTA O ENSAIO DE Ana Júlia Machado SOBRE O TEXTO #SIMPLESMENTE SIMPLESMENTE




Um parecer simples nada simples ao se aprofundar no dito e seus questionamentos a perdurarem quiçá por toda eternidade, mas... apesar de, Ana Júlia Machado, o destrinçou com habilidade ímpar, com tal leveza e simplicidade que chega-nos parecer fácil toda essa cogitação tão importante para sabermos o quanto a vida tem sentido nessa nossa caminhada finita aos olhos e infinita ao que desconhecemos! Parabéns pensadores incansáveis!!!💯👏👏👏👏👏👏👏👏.....


Graça Fontis
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Habilidade ímpar mesmo com as ideias, capacidade de destrinçar uma obra com primor e categoria, explicá-la e transcendê-la. E, olhe bem, sinto-me imenso orgulhoso e vaidoso haver sido eu quem des-cobriu Ana Júlia Machado, incentivado-a a entregar-se às letras. Fê-lo e hoje desponta no métier da intelectualidade, considerando-me ela seu Mestre. Há seis anos tornou-se crítica literária oficial de minha obra, não há único poema ou prosa que tenha cometido equívoco na interpretação, todas que fizera traduzem o meu pensamento e a minha filosofia. Tiro o chapéu para esta grande Amiga do peito. Merece todo o meu respeito e reconhecimento.
Manoel Ferreira Neto
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ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA Ana Júlia Machado ENSAIA O TEXTO //SIMPLESMENTE SIMPLESMENTE//
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Neste texto de Manoel Ferreira, que a priori fez-me crer que o simples é a simplicitude,. Afinal de simples o simples não tem nada de simplicitude. Fez-me meditar bastante o porquê deste texto e sua origem. Não sei se estarei correta, mas tal como penso ele ter utilizado o método Hermenêutico. O que esconde efetivamente no simples do simples.
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Heidegger considerava o seu método estudo de fenómenos e hermenêutico. Um e outro conceito aludem o intento de orientar o alerta (a circunvisão) para o conduzir à luminosidade daquilo que na superior porção das ocasiões se esconde naquilo que se exibe, mas que é exatamente o que se expõe nisso que se exibe. Assim, o labor hermenêutico aponta a decifrar o que se apresenta colocando a chama isso que se exterioriza aí mas que, no princípio e na generalidade das ocasiões, não se lega examinar.
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O procedimento vai direito ao prodígio, realizando ao seu estudo, colocando o acessível. Esta variação patenteia os jeitos de ser do ente, condizendo a uma anástrofe do Raciocínio sobre a significação mais geral do ser, exemplificando aquilo que faz com que seja possíveis as várias existências. Sair do habitual.
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A obra de Martin Heidegger não teria sido escrita, se ele não houvesse sintetizado a Fenomenologia e a Hermenêutica. Só assim poderia ele adentrar-se na Ontologia, e nela estudar o Ser. Assim, a Fenomenologia Hermenêutica e a Hermenêutica Fenomenológica que sintetizadas são a Ontologia legaram ao pensamento filosófico esta obra capital. SER E TEMPO, obra-prima de Heidegger, é no seu eidos um estudo fenomenológico hermenêutico, hermenêutico fenomenológico do Ser e do tempo ou um estudo ontológico do Ser e do Tempo. Heidegger mesmo se defendeu, quando ele estava sendo considerado Existencialista, ele não é existencialista. É um filósofo da "existência". Sartre sim é existencialista, e o método dele é puramente fenomenológico, ele não entrou no ontológico.
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Na verdade, na verdade, este texto SIMPLESMENTE SIMPLESMENTE é sim, digamos, ontológico. Como é pública a minha paixão por Sartre, pelo Existencialismo, minha dissertação de mestrado foi em Sartre, intentei com este texto embrenhar-me na hermenêutica, sintetizar a hermenêutica e a fenomenologia. Dizer como Heidegger: "Não sou existencialista". E não sou mesmo. Mas na filosofia não é dizer que não é é mostrar não sê-lo. e a inspiração surgiu numa praça pública, sentado num banco, quando o vento levava as folhas secas. Simples isso, simplesmente simples este fenômeno da folha seca levada pelo vento. Escrevi o texto sob os auspícios da Ontologia do Simples, síntese da Hermenêutica e Fenomenologia. Obviamente, que o meu texto carece de um estudo profundo para o mergulho no fenômeno "simples". Claro que o seu comentário, Aninha Júlia, com a sua linguagem e estilo, traz outras luzes bem percucientes para o entendimento e a compreensão da minha Ontologia do Simples. Você é o Espírito da Alma de minha obra, por isso estará sempre junto a mim, junto de mim. Sou a Alma do Espírito e você, o Espírito da Alma. Disse-o e repito-o: sem você, a minha obra não é profundamente entendida e compreendida. Qualquer estudo sem você deixará vazios inestimáveis.
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Sobriamente acessível a singeleza, se a singeleza do acessível for apreciada sobriamente. Mas experimentar a singeleza do acessível não é tão sobriamente acessível, de contrário sobriamente árduo, complica a visão do simples nas simplicidades da vida.
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Num paradigma bem acessível para traçar aqui nas escritas redigidas nos fios desse trecho, aludo a folha mirrada na ladeira da região pubiana que a ventosidade carrega para além ou lá. Sobriamente uma folha mirrada de mastro que a transporta ou encaminha encaminha ou transporta. Assomam os quesitos - ah, meu Altíssimo, que enjoo, constrição e amolgadela neste momento! Por que as folhas enxugam? Por que as folhas tombam? Por que a ventosidade as transporta ou conduz? Sobriamente assomam incalculáveis esclarecimentos, comprovativo, até mesmo dissertações racionais trovadores e literatos se haurem nesta investigação por toda a existência, cedem-se-lhes por inteiro, neste prodígio da folha mirrada do mastro, na ladeira da região pubiana que a agitação transporta ou encaminha, obras-mestras que alteiam tais eruditos à imortalidade, à perenidade.
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A dificuldade, o seladamente além- alteia o sobriamente acessível aos agoiros do sobriamente racional, e o sobriamente racional da folha mirrada do mastro na ladeira da região pubiana aparta a singeleza da razão com a cuequinha n garra, largou de ser sobriamente racional para ser calhau de contacto ou enviesar do interrogamento
Sobriamente acessível a singeleza da singeleza. Acessível a singeleza da sobriamente singeleza. A existência e o decesso hão em todas as extensões do Universo.
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Só os calhaus não perecem, germinaram calhaus, estendem-se calhaus por toda a perpetuidade, não tem existência nos calhaus, se não tem existência não tem decesso. Permanecerão eternamente na metade do trilho - e vereda não larga de representar nisto, o itinerário permanecerá eternamente na metade, para retro zero, para dianteira, hemos de debulhar as sendas e veredas -, nas matas, báratros, nas montanhas e serras de que são confecionadas.
Singelezas das singelezas são sobriamente acessível nas eloquências absolutas dos pontos de vista muitos simples da agitação na ladeira do terreiro pubiano transportado pela folha.
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Muito simples? - Deífico e totalmente acessível.
Acessível? – Muito simples.


Ana Júlia Machado.
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/SIMPLESMENTE SIMPLESMENTE//
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: PROSA
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Simplesmente simples a simplicidade, se a simplicitude do simples for sentida simplesmente. Mas sentir a simplicitude do simples não é tão simplesmente simples, aliás simplesmente difícil, complica a visão do simples nas simplicidades da vida.
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Num exemplo bem simples para figurar aqui nas letras escritas nas linhas dessa página, cito a folha seca na calçada do jardim público que o vento leva para lá ou ali.
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Simplesmente uma folha seca de árvore que o leva ou traz, traz ou leva. Surgem os questionamentos - ah, meu Deus, que náusea, angústia e depressão neste instante!: por que as folhas secam?, por que as folhas caem? Por que o vento as leva ou traz? Simplesmente surgem inúmeras explicações, justificativas, até mesmo teses filosóficas, poetas e escritores se inspiram nesta busca por toda a vida, entregam-se-lhes de corpo e alma, neste fenômeno da folha seca da árvore, na calçada do jardim público que o vento leva ou traz, obras-primas que elevam tais doutos à eternidade, à imortalidade.
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A complicação, a hermeticidade trans-eleva o simplesmente simples aos auspícios do simplesmente filosófico, e o simplesmente filosófico da folha seca da árvore na calçada do jardim público deixa a simplicitude da filosofia com a calcinha na mão, deixou de ser simplesmente filosófico para ser pedra de toque ou angular do questionamento.
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Simplesmente simples a simplicidade da simplicitude. Simples a simplicitude da simplesmente simplicidade. A vida e a morte existem em todas as dimensões do mundo.
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Só as pedras não morrem, nasceram pedras, prolongam-se pedras por toda a eternidade, não há vida nas pedras, se não há vida, não há morte. Estarão sempre no meio do caminho - e caminho não deixa de figurar nisto, o caminho estará sempre no meio, para trás nada, para frente, temos de trilhar as veredas e sendas -, nas florestas, abismos, nas serras e montanhas de que são feitas.
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Simplicidades das simplicitudes são simplesmente simples nos verbos absolutos das pers simplésimas do vento na calçada da praça pública levado pela folha.
Simplésimo? - divino e absolutamente simples.
Simples? - Simplésimo.


#riodejaneiro, 10 de dezembro de 2019#

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