#O INDAGAR DA FELÍCIA, EM #OSTENTAÇÃO... VAIDADE E A FALSIDADE#, DE Ana Júlia Machado




Quê inestimável memória esta de reler, após 5 anos, a sua obra OSTENTAÇÃO... VAIDADE E A FALSIDADE, egrégia Amiga e Companheira das Letras, Ana Júlia Machado! Não retiro única vírgula desta crítica, fora e continua sendo o que penso e sinto de sua obra reunida, das que eu particularmente conheço, lê-se a olhos nus a autenticidade, a cor-agem de assumir-se, ser quem é, mesmo sendeira, solitária na sua caminhada no mundo, habitando a terra. Graça Fonis costuma dizer ipsis litteris "Aninha Júlia é um exemplo de autenticidade, diz o que pensa e sente, uma amiga."
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Toda a crítica, poder-se-ia conceituar sátira, visto algumas características bem evidentes deste gênero, funda-se na busca do "pensamento" e o "mundo", aderidos, constituindo o conhecimento, a consciência. Aliás, este excerto diz "Ser ilustre para mim é indagar a minha felícia e buscar a felicidade da sociedade, ou seja, colorir nas ruas a representação da esperança." Este "indagar da felícia" é a consciência dos problemas que vivem os homens, estar vivendo, vivenciando, no meio das coisas, dos objetos, dos homens. Se as atitudes, ações, a responsabilidade, o compromisso com a existência, a vida representam a consciência-estética-ética, assim poderá dizer ser ilustre, se está contribuindo com a sua Arte das Letras com a esperança de um novo tempo, o Sonho do Homem Novo. Assim, sentir-se-á ilustre. Publicar um livro, ser aplaudido pelos amigos, algum reconhecimento da mídia é hora e vez de rebolar nas pistas, quando os dons e talentos só são dignos de reconhecimento se servem aos homens. E o que mais admira-me em você, minha querida, este sentir-se ilustre é para si própria, é o veredicto de seus princípios éticos e morais, personalidade e caráter.
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O que oferece então para meditação, reflexão? Convida os homens, indivíduos a meditarem, refletirem sobre a Hipocrisia reinante em nossa modernidade? Sob a perspectiva da Literatura, Poesia, a Hipocrisia da Fama e do Sucesso, chamando atenção para as vaidades, e o que deseja mesmo é que as Letras sarapalhem esperanças pelas ruas, os escritores, poetas, artífices das letras sintam que a Arte está servindo à Vida, despertando Sonhos, Utopias, sintam-se para si mesmos o que é isto a solidariedade dos homens de letras. A hipocrisia neste nível está ultrapassando os limites, sucesso e fama constituem desfile na passarela; a vaidade, o sucesso vão, e quem não contribuiu com a consciência-estética-ética será esquecido. Noutros níveis, a época de Natal, então, é onde a hipocrisia mais reina no mundo, não é a solidariedade, novo tempo que se a-nuncia, o tema do Natal, é apenas o consumo. Sentimentos do Nascimento, Re-nascimento dos Sonhos, Esperanças, tempo de meditar e refletir foram esquecidos, e toda a festança revelando isto, está em todas as etiquetas.
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Simplesmente... Simplesmente... Obra escrita por você, comentada por mim, há cinco anos; con-templando com os linces dos olhos as perspectivas de sua visão da Hipocrisia, esta moléstia psíquica que assolou a nossa Modernidade, vemos com evidência aquela hipocrisia a que você se refere naquele tempo é hoje mais aguçada ainda, hipocrisias às pencas em todos os sentidos reinando. Como diria Turgueniev "O que fazer?" Está em mãos dos escritores , poetas esta luta árdua, é a nossa responsabilidade. Assumimos a nossa caminhada juntos, não é, Aninha Júlia? "Escritores, sim senhor!" Vamos andando...
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Beijos nossos, querida, a você e à nossa amada netinha Aninha Ricardo.
#riodejaneiro, 10 de dezembro de 2019#
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COMENTÁRIO AO TEXTO DA ESCRITORA ANA JÚLIA MACHADO //A OSTENTAÇÃO... VAIDADE E A FALSIDADE
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Se formos dividir esse belíssimo, percuciente texto em partes de temas que a escritora Ana Júlia Machado nos lega para reflexão teríamos que fazê-lo em sete ou oito partes, porque se trata de um texto aberto, de muitas faces - e a razão é simples: a escritora observa a alma humana em diversas perspectivas, revelando-lhe os achaques. Dentre todas as faces, o que impera, está no lince dos olhos é a santíssima, diviníssima, sacratíssima HIPOCRISIA - que eu elejo como docílima "mamãe" da nossa trans-modernidade. A hipocrisia, tão decantada, recitada, declamada, tornou-se a suprema moral e ética da vida humana e da sociedade. Não estando a hipocrisia nos auspícios de todos os picos, montanhas e serras, ditando os seus princípios, orientando os passos, nada é, nada existe, o ser humano é um verme que passeia pelas sarjetas e bocas de lobos do mundo e da humanidade. A hipocrisia é a deusa, a mamãe de todos os valores, e é poderosíssima pois que já comeu com cebolinha, cebola todos os valores eternos e imortais, como a solidariedade, compaixão... Reversando e inversando um dos pensamentos do imortal, eterno, universal escritor Machado de Assis: a hipocrisia tem um leito de flores no regaço de todas as almas, A escritora é atualíssima no seu tema e temática, isto é, funda-se, sustenta-se no momento presente, época de Natal. O Natal hoje é momento supremo da Hipocrisia, é o sonho de novas hipocrisias, renovação, renascimento de outras hipocrisias, alfim é o bem supremo, é o egrégio amor, merece ser laureada, vangloreada, tributada, e novos investimentos de atitudes e ações devem ser refletidos e incluídos nas que já se tornaram universais e eternas. Presentes e mais presentes, gastarem o que não tem é modo de alimentar a hipocrisia maior que é o consumo descabido. Tapinhas nos ombros, sorrisos de orelha a orelha, olhos faiscantes, palavritas de carinho e ternura comemoram e hipocrisia, dá-lhe asas para vôos ainda mais profundos pelos campos e florestas da sociedde e das relações humanas. Esmolas, sacolões, brinquedos para as crianças carentes são a pedra angular de se identificarem perante os homens, perante a sociedade, são hipócritas. Em final de ano, o desejo que tenho é embrenhar-me pelo mato a fora, sumindo de vista, e só retornar depois do Dia de Reis, quando as festas de fim de ano terminam. Odeio Natal. Mas, como toda a Literatura, Filosofia, Poesia, as artes em geral, no interdito das linhas que foram ipsis litteris de cunho negativo e mostrando a realidade da vida, há sempre a mensagem positiva, há sempre a dimensão da reflexão e meditação no texto da escritora Ana Júlia Machado. A mensagem deste texto é a Esperança, a Esperança de os homens se conscientizarem qual é mesmo a mensagem do Natal, e buscarem tirar a hipocrisia do regaço da alma, serem amor, serem misericórdia, serem solidariedade, serem compaixão.
Manoel Ferreira.
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A ostentação…vaidade e a falsidade…..
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A cada dia que vejo suceder nesta minha existência efémera, cada vez mais me deparo com o envaidecimento que paira neste mundo e ao meu arrabalde. Especificamente aquele que impossibilita afinidades regulares entre as criaturas. Um orgulho desmedido que concebe impedimentos e alucina.
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O que infelizmente, está patente em quase todo mundo. Há pessoas que conseguem lidar mais irrefletidamente com ele. Algumas hão a bravura de pelejar contrariamente e superá-lo, elas se emancipam. E logo vivem deleitavelmente. Outros seres sucumbem submergidos no seu eu e desperdiçam-se. É desconsolador presenciar indivíduos que não infletem o geolho. Não o corpo, mas o do ser. Seres que se fruem titanescos para não haver que declinar a cabeça.
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Aqueles que não ponderam no que enunciam e não aceitam uma imperfeição própria. Seres corrompidos do seu ego. Mas se essa postura transporta a algum lugar, seguramente não é ao paraíso. Se não se pretende viver em tranquilidade, que importância pode possuir a vida? O mundo está a necessitar de muito alicerce, muito apêndice, muita energia renovada- Carece de reedificação, de inovação.
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Será que ainda se pode fazer algo para que algum egoísmo e vaidade que prejudica o próximo se extinga? Provavelmente sim e provavelmente não. Em alguns casos sim, quiçá principiando dentro de casa, a orientar melhor os rebentos mais novos, com exemplos de simplicidade e querença. Muitas coisas que enuncio lograrão parecer imaginárias. Se calhar…. Não somos imaculados e dia a dia havemos que encarar um Universo que nem sempre nos presenteia altas-rodas mas muitos acúleos.
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Mas se ninguém estimular legar mais um pouco de si, ser mais complacente, brevemente nada disso vai mais desabrochar na terra. E, infelizmente, apraz-me referir que tudo pende mais para o abismo do que outra coisa. Designem-me cética, ou o que vos mais vos almejar acrescentar….mas o egoísmo , a cegueira, o fútil, o eu sou o melhor, está a imperar neste mundo! Não existe o altruísmo…o doar um pouco e só um pouco de si….
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Mas, calma! Agora vou chegar onde pretendo. O porquê deste pensamento neste belo mês de Dezembro, onde está muito próximo a quadra natalícia.
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Agora, estão a despontar os pseudo-altruístas. Uns vão para as portas dos híper-mercadores instar para os carenciados. Mas somente porque fica bem para eles. Mais uma vez o eu e a imagem (salvo raras exceções), ficam muito bem para fotografia e posteridade perante a sociedade. Santa hipocrisia. Ainda, com a agravante de quem ganha com isso, mais uma vez são os grandes proprietários dessas superfícies. Por isso, é que eles não se inquietam de ter esta gente toda à porta. Mas se surgir o miserável isolado a pedir, convocam os seguranças, com a finalidade de os retirar, porque dá uma desastrosa imagem. A aparência em primeiro lugar…o marketing a operar para os proveitos.
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Os amigos e famílias que se abominam, nesta quadra todos produzem o embuste e lá dão uns presentes e uns abraços. Passa a quadra e tudo fica igual, quer dizer como sempre.
Junta-se algum sustento e brinquedos para algumas famílias carenciadas…mas só algumas.
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Uns desembolsam fortunas em presentes e mesas recheadas…outros não têm nada! A ostentação versus miséria.
Ainda há aqueles que desfrutam de muito e não participam sejam com o que for. Mas, com toda franqueza, ainda assim, elejo estes, pelo menos não encapotam o que são. Não jogam com a hipocrisia.
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Que o Natal seja todos os dias. As crianças, pais e velhos sem abrigo e com fome necessitam de auxílio todos os dias do ano, Eles não se sustentam apenas uma vez por ano.
A vaidade e ostentação, a todos um dia vira cinza. Será esta a única alegria que os pobres podem ainda haver no que concerne a estes senhores poderosos. E que quando partem, todos viram pó e a vaidade e os bens não vão com eles.
Somos uns pobres diabos que habitamos na terra enquanto o relógio deixa…somos tudo e não somos nada!
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Quando expirámos, deixamos atrás de nós tudo o que tivemos e transportamos tudo o que somos.
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Will Oliveira dizia mais ou menos algo semelhante ao que passo a enunciar acerca do ser nobre. Para mim, ser uma pessoa ilustre não é satisfazer-me com jactância, para eu ser ilustre é ser previdente em meus atos. Ser ilustre para mim é indagar a minha felícia e buscar a felicidade da sociedade, ou seja, colorir nas ruas a representação da esperança.
Ana Júlia Machado!
(10 de dezembro de 2014)

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