#NÓS = MIM E AS ÁGUAS LÍMPIDAS# GRAÇA FONTIS: PINTURA FESMONE: PROSA


Nada silêncio, nada solidão,
nada in-finitivo do tempo,
nada pretérito das imperfeições e indicativo do vir-a-ser, nada-genitivo da ampulheta do presente e do pretérito... nada-declinação do porvir e o crepúsculo no deserto -
não me sabido é dizer com/sem percuciência a re-versão, mucho menos a in-versão, ora esta, terei de explicar tudo tim-tim por tim-tim?!, na colina do vazio os lobos a uivarem às estrelas e planetas, nos bosques à beira-mar o bem-te-vi encena os seus cânticos, cantarola o bem à natureza, aos seres humanos, pretérito e presente, a coruja "en-canta" na madrugada da ilha o que alimenta a vida perenemente, ouço-lhe, o bem-te-vi, neste momento cantando, enquanto o carro ziguezagueia pelo bosque, rumo à praia, poeira e buracos, sem crateras, o desejo todas as manhãs, ao longo do dia, ver os homens bem, quiçá por inscripto na Tábua da Verdade, comunhão que concebe o que há-de vir, lobos, bem-te-vis, corujas.
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O homem é tão efêmero que,
mesmo onde está
verdadeiramente seguro da sua existência,
cônscio de sua liberdade e utopias,
sapiente de seus mistérios e evidências,
sabedor de suas sinas e transparências,
ciente de seus volos,
no único lugar em que sua presença produz
uma impressão real,
uma visão verdade,
uma percepção sólida,
ou seja na melancolia, na nostalgia,
na macambuzia, na sorumbatia,
no coração daqueles que lhe são caros,
no instinto daqueles que lhe são in-diferentes,
na alma daqueles que lhe sensibiliza,
mesmo aí deve apagar-se
e sumir o mais depressa possível!...
Num lance de olhar, desde a eternidade efêmero.
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Quanto mais o nada peregrina na metafísica das poeiras da estrada mais sente a presença do mar, ondas, gaivotas do In-finito. Quanto mais a vida, sendeira das águas e da luz, trilha a gnose do há-de ser mais sente o desejo, o volo de no In-finito uni-versar a koinonia das artes e da vida. E em cafuas - que desejo seria? A Cáritas e Nous aderidos eternizarem per si a metafísica do perpétuo, uma simples quimera. Surpresa isto de ser real a presença do mar, perquiri-lhe, indaguei-lhe, perguntei-lhe, para cada verbo ternurinhas especiais, aquele silêncio sepulcral, nada respondera, "o tempo dirá!" Dirá o porquê do mar, dever-me-ia lembrar de Um Rio de Águas Límpidas, companheiras por todos os per-cursos, realidade inconteste aqui e agora, por sempre, o "NÓS = MIM E AS ÁGUAS LIMPIDAS".
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Pelas análises
mais zelosas do intelecto,
acuidades do logus e cógito,
desmazelo com a razão,
indiferente aos sensos,
refutando os nonsenses,
as mais pacientes
e minuciosas intros-pecções
circuns-pecções,
pros-peccões;
desta forma,
o espírito do homem,
no de-curso destas análises,
não pode impedir-se de ver
a si próprio,
podendo até fantasiar o si-mesmo,
conforme a sua perspectiva
e somente nela.
Enxerga-se um palmo
além da ponta do nariz,
a existência dobra as curvas de cafuas,
- Tão simples assim?!
- Assim tão simples...
#RIO DE JANEIRO,, 01 DE MARÇO DE 2020@

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