GRAÇA FONTIS PINTORA, ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA ENSAIA O "OLHAR" E O "MUNDO SUBTERRÂNEO" NA PROSA #A VIDA: FILOSOFIA DO NADA VAZIO DE UTOPIAS#




Levando a vida? Sim, levamo-la, por quanto o hoje e o agora nos abrigam, cansados sim, mas felizes no pêndulo a oscilar os vais-e-vens da vida, a abrigar-nos com os nossos mais íntimos sentimentos fragmentados adentrados ao espírito rebelde e inconformista; eis aqui mais uma deliciosa leitura de conteúdo puro e inteiramente espiritual ao meu ver a propor-nos mais que uma visão ótica perfeita na compreensão, há-de se distinguir com eficácia e esmero onde termina o simples "olhar" e ver o que realmente deve-se entender no inscrito cravado no mundo subterrâneo do autor por quando o dele é um, o nosso, outro, sem senti-lo em profundidade, todo o seu conteúdo e suas premissas seriam como um corpo sem alma e nós vagaríamos no nada, e aqui nesse processo discursivo deste excursionista munido do espírito aventureiro pelo espaço sideral à busca da eternidade, a face reverenciada da eternitude, longe das alamedas, aclives e declives terrenos, por ora deixando-se levar por esta vida.
Belíssimo texto, amado escritor. Parabéns!
Graça Fontis
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No "Nada Vazio de Utopias", há-de se discursar com o pensamento e as idéias na mão, estar dis-posto a investigar as duas margens da estrada, saber discernir o que satisfaz o sonho e a utopia da "humanidade do ser", e consciente deste discernimento é mister, sine qua non suprassumir as contingências, superar as forças e engenhosidades da expressão do que reside os recônditos da história das situações e circunstâncias, des-cobrir os mistérios e enigmas da continuidade do Ser que se faz continuamente. Se me abriguei com os meus íntimos sentimentos fragmentados adentrados ao espírito rebelde e inconformista, é que no "mergulho noir" de minhas contingências, descobri que a rebeldia e o inconformismo são húmus da perquirição pelo Existir, era a via das expectivas da vida leal, fiel, sincera, séria, era o modo, estilo, linguagem de a imoralidade servir aos princípios de o Pensamento e o Mundo entrelaçarem as mãos. Sou um Homem Imoral, não me caibo em quaisquer princípios pré-determinados, não me encaixo em nenhuns versos e estrofes cuja poesia não seja a Universal-idade do Pensamento e do Mundo. Em consequência disto, o silêncio inaudível do mundo subterrâneo, só des-coberto nas passagens das eras e tempos. Seguem as utopias no Bosque das Estrelas, seguem os sonhos no panorama, paisagem do Oceano.
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Ah, sim... Estimaria imenso tecer esboço de um comentário no tangente a este Ensaio a respeito de #A VIDA: FILOSOFIA DO NADA VAZIO DE UTOPIAS. Imagine que anteontem houvesse escrito esta prosa, tendo-a lido você, tomado da pena para escrever o que sentiu, verbalizou, pensou. Mas fora a três anos que o fizera. Naquele tempo, isto você sentiu e registrou, hoje, se o fizesse, seria mui diferente, com certeza seria inda mais percuciente, pois que há um tempo rolado desde lá até este instante, muitas experiências vivera você. Cada obra desperta no leitor dimensões da vida no percurso do tempo. A cada tempo o artista e o crítico pensam e sentem diferente. Você, amada e querida Companheira das Artes, habita em si mesma a sensibilidade das Artes Plásticas, Poéticas, Literárias e Críticas. A sua carreira literária, poética, plástica, crítica cresce a passos largos. Acredite nisso! Sou-lhe sincero.
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**A VIDA: FILOSOFIA DO NADA VAZIO DE UTOPIAS**
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: PROSA
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"Levando a vida..." é a resposta à delicadeza, generosidade à pergunta: "Tudo bem com você?"
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Levar a vida morro a cima, quê penúria! Chega-se ao topo, a vida tranquila, serena, calma, não fez o menor esforço, e a pessoa pondo o bofe pela boca de tão cansada, a vida é muito pesada. Mesmo que a colocando atrás da carroça, a pessoa apenas conduzindo-a, o jegue chega no topo balançando as orelhas de tão fadigado.
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Mas se há de levar a vida. Leva-se-lhe ou ela leva. Pelo menos sabe-se para onde está sendo levada. Se nos leva, não sabemos para onde estamos sendo levado. Levamos a vida para os sete palmos conosco. A vida nos leva para o além, o além é imenso, amplo, a perder de vista. A moral da história estará sempre no imoral, pois ele é que segue o que satisfaz, aconchega ternamente o nosso corpo com o lençol da consciência. Despede-se e ficamos nós a flanar por todo o sempre, assistindo ao nascer do sol, às cintilâncias das estrelas, aos brilhos da lua, e só sentimos alívio, efêmero, deixamos de flanar, adormecemos suspensos no ar, quando um poeta recita um soneto que fala da eternidade sem a presença do eterno, do eterno sem a presença de etern-itudes.
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E quem responde à delicadeza da pergunta "Tudo bem com você?" com "Levando a vida..." olha para o infinito, para o universo, para todos os horizontes com aqueles olhinhos de pulga amestrada, neles a presença da esperança de a vida um dia levá-la, descansar de tanto peso, sentir o que é a felicidade, a alegria, o contentamento, a plena glória das dimensões sensíveis. Pura utopia! Enquanto no mundo, pisando o solo da terra, sempre levando a vida, e só depois da despedida do mundo e da terra é que a vida leva para o nada absoluto, no nada não há morro, serra, montanha, não há planície, não há campo, não há chapadão, não há pampa.
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E se houver, vindo de não sei onde, uma voz perguntando: "Tudo bem com você?", a resposta não será outra senão "Levando o nada. Leva-se-lhe ou ele leva..."
@riodejaneiro, 02 de março de 2020@

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