#ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA Sonia Gonçalves COMENTA O POEMA #VIAS DO BOSQUE DAS ESTRELAS#
Que lindo Manoel Ferreira Neto poema maravilhoso,
quando a chuva estiar, e passares nas vias do "Bosque das Estrelas"
rumo á Praia da Luz!Quando de novo inspirar, vieres sem proibição nenhuma do
fundo da alma, do âmago do ser, volte sempre e venha novamente poetizar com
inteligência, com a perspicácia de sempre, que lhe é peculiar, eu só posso
agradecer por ler-te Obrigada.Grata pela postagem, amei.Bjos
Sonia Gonçalves
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RESPOSTA AO COMENTÁRIO SUPRA
Há um bosque na Ilha de Itaoca, próximo à Praia da
Luz. Dei-lhe o nome de "Bosque das Estrelas", isto porque certa
noite, na rede da varanda de nossa residência, olhei para o lado do bosque, era
noite bem estrelada. Imaginei-nos passando de carro nas vias, o céu estrelado.
Muitos poemas e prosas nossas foram inspiradas neste bosque. As estrelas e a
luz são as nossas musas, o Bosque das Estrelas o nosso guia. A chuvinha deu uma
trégua agora à noite, quem sabe eu e Benzinha não vamos à praia no final de
semana?! De lá, traremos para casa outra obra.
Beijos nossos, querida!
Manoel Ferreira Neto
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#VIAS DO BOSQUE DAS ESTRELAS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: POEMA
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Vozear não escapa sonidos,
Sentimentos, emoções aderidos
Aos sonhos, esperanças, utopias
São que musicaliza a voz
No instante de mergulho nas palavras,
Roda-viva das irreverências, insolências,
Rebeldias, revoltas,
Admiram-me as sombras re-fletidas
Entre as quatro paredes que não retratei,
Tive a máquina fotográfica em mãos,
Não me interessou,
Gesto de lesa-leviandade,
Obtusas margens confeccionadas
De lapsos de memória, ausências,
O que sou hoje é haver a família vendido a casa,
Haverem todas falecido,
Sobrevivente a mim-mesmo,
Como toco de cigarro apagado
À mercê das coisas, passos na calçada,
Resido num "muquifo",
Restos de comida no prato sobre a mesa do
restaurante,
Becos de almas perdidas,
Arrastam-se no mundo da noite embriagados,
Solitários, jogados na rua pela esposa,
Sigilos profundos,
Nada escondem, nada revelam,
Trancafiados num cofre de múltiplas chaves,
Silêncio de solidões,
Que há a sentir? Que há a pensar?
Nada há mais a falar, a dizer
Aqui está a Lingua emudecida,
Procurei olhar de por trás do véu
Que me impedia de ver o amanhã,
Olhar a língua como todos os homens fazem,
Expondo-a à imagem do espelho,
Vi única de suas qualidades primordiais,
Nada dizer olhando para o interior,
Visões surgem,
Por vezes límpidas, por vezes ambíguas.
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Sopro de vida
Des-integrou-se num "mergulho noir",
Esvaneceu-se num sentimento
Dentro desse labirinto, como letra para melodia,
Nos interstícios deste abismo
Eu mais profuso, imperativo, forte a suplicar
O instante-já da reviravolta,
Até então no beco de almas perdidas,
Clamando oásis em salvação,
Rogando perdão por desérticas reflexões,
Espera por mim de alma livre,
Porta para o infinito além da chuvinha que cai
Ininterruptamente,
Algo sem forma, sem perspectiva,
Invadindo e violando sonhos,
Sinto arrepios perpassarem-me a alma,
Calafrios noturnos, acordando na madrugada,
Reflexões mórbidas, medos ininteligíveis,
Soletrando nove letras sábias.
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Sinto o mundo
Nos interditos da busca do Ser,
Sinto a terra re-colher e a-colher a água da chuva
Observando-a da rede que balança a mim,
Os tempos mudaram,
Ando no chão de lama e areia, sentindo
O pensamento pensando o que é isto - pensar?,
Prazeres, amor, satisfações, LIBERDADE,
Tais nove letras mostraram-me outras verdades
De que carecia...
Espero a chuva estiar,
Passar nas vias
Do Bosque das Estrelas,
Rumo à Praia da Luz...
#riodejaneiro, 02 de março de 2020@

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