*SETE SABEDORIAS DO SUBLIME* - Manoel Ferreira


Sete luzes iluminaram o beco sem saída.
Sete diamantes riscaram o éter do tempo.
Sete cristais esplenderam raios de luz ao infinito.
Sete ovelhas pastaram no campo de trigos e milhos.
Sete desejos re-nasceram das cinzas, vivos tecem as linhas da realização, prescrevem as esperanças do sublime e eterno.
Sete velas queimaram-se nos castiçais em louvor às glórias da esperança, glórias que reverenciam o esplendor da felicidade e prazer.
Sete achas na lareira fizeram as chamas para esquentar o frio do inverno, a noite sem estrelas, sem lua.
Sete estrelas guiaram o carneirinho até encontrar o seu rebanho, léguas.



Sete vezes me olhei no espelho antes de con-templar a luz que nele incidia.
Sete pedidos fiz à lua para inscrever as seis letras de meu nome ao seu redor.
Sete palavras escrevi para nadificarem as dores trazidas no peito, efemerizarem as sorrelfas da inconsciência.
Sete amores vivenciei, antes de colocar a mochila nas costar, partir para o Verbo da Verdade de sentir os Sonhos seduzirem o Tempo do Ser.
Sete versos compus, ensejando mergulhar no In-finito, para re-viver
o "nous" do sublime, enamorado da sabedoria, seduzido pelo conhecimento.
Sete olhares lancei à distância, esperando a benção de vislumbrar
as arribas dos êxtases e volúpias de sentir as divin-itudes da fé
nas travessias das nonadas às ampl-itudes do universo.
Sete vazios perpassaram-me a alma, enquanto, à beira do abismo,
recitei a oração poética do logos da vida, querendo a razão de ser.



Sete suspiros emiti aos pés da cruz, sentindo os ventos de minh´alma perpassarem os pretéritos vividos, seduzindo o tempo a entregar-me a chave para abrir as portas do Templo do Ser.
Sete silêncios a-nunciaram-se-me no deserto.
Sete felicidades re-velaram-se-me no peito.
Sete estrofes mostraram-se no seio da inspiração.
Sete intuições foram as sendas para versificar o amor.
Sete pétalas de rosas brancas e vermelhas exalaram perfume inebriante que me elevou às antípodas de todos os horizontes
Sete séculos ou até mais levarei para alcançar a cintilância da verdade.



Manoel Ferreira Neto.
(Rio de Janeiro, 08 de julho de 2016)


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