**POR ESTE SER TAO A FORA MEU BERRANTE VOU TOCANDO** - Manoel Ferreira
Pers além símbolos do ad-vir, cânticos de cânticos de plen-itudes
entre-laçadas de solstícios pretéritos in-verbais, seren-itude da alma que
con-templa circuns-pecta os horizontes longínquos, quiçá per-vagando o
in-audito do perpétuo, desejando re-colher, a-colher o espírito bíblico do
paraíso sem a imagem estereotipada, retró-grada da felicidade no campesino
neoclássico da natureza, da alegria incólume da pureza espiritual, sim com a
contingência dialética do verbo.
Sonho das peren-itudes da vida no eidos do presente de buscas,
encontros.
Quiçá isto sejam sorrelfas da intuição do eterno que reside no
pret-érito gen-ético do ab-soluto, a alma apenas refestela-se no
instante-limite do tempo, con-cebendo de néctares o sublime do que há-de ser,
libertando as dores e sofrimentos, dando-lhes asas para sobrevoar os confins e
arribas dos mistérios do nada e vazio.
O espírito, habitado de seivas do inter-dito de volúpias do divino,
êxtases da má-fé em vangloriar, jubilar, glor-ificar o efêmero, que retrograda
a memória rumo ao caos que origina o cosmos, o neoclássico fonte lídima do
barroco. Estética além do resplendor futuro das fontes re-versas e in-versas do
etéreo.
A alma per-vaga, o espírito con-templa as ad-jacências do sublime
gerúndio que precede o in-trans-itivo domus do tempol. A alma é origem do
espírito e o espírito, a origem da alma. A éresis do sublime que habita os
desejos do eterno é origem da iríada da pureza que que habita as fugas do
efêmero.
Ah, quem me dera agora o limite do instante que me inspira a
trans-cendência, ouvindo a música da perfeição linguística e semântica dos
abismos ad-jacentes às oliveiras da montanha, executada pela cítara e harpa do
perene, cujos ritmos e melodias lembram a nostalgia, melancolia da fonte de
águas cristalinas ad-vinda do in-audito mistério perpétuo da cruz simbólica do
absoluto, "over and over again".
Viver precede a vida, a vida posterga o ser do verbo de carne e ossos
para o des-encontro da morte, morrendo o limite do instante a prolongar o
in-efável de todos os sonhos re-colhidos e a-colhidos no part-ícipio
sub-juntivo aquém do verso bíblico rimando o soneto pectivo do vir-a-ser com a
ópera clássica da primavera antecedendo o in-verno das folhas que bebem o
orvalho da madrugada no banquete do alvorecer.
Pretéritos. Gerúndios. Particípios. In-fin-itivos verbos do nada
originando o pretérito do vazio pers-crutado de vacuidades. Verbos do efêmero
pers-crutando os idílios do sempre-jamais, sorrelfas do jamais-sempre à busca
sem bordas do pleno. Verbos do ad-vir, porvir, há-de ser, evangelizando as
palavras da prosa-poética do impressionismo expressionista do grito antigo,
ternura espiritual epitafiando as epígrafes solenes e barrocas do cosmos que
origina o caos verbal e in-balizado, nonadas e pontes partidas da eterna morte
que precede o morrer da vida, travessias e quimeras do in-fin-itivo particípio
do subjetivo, fonte in-expressível do telos do destino.
O onírico espera-me em estado de êxtase para reverenciar o Avalon de
orvalhos e neblinas da nova estética de versos cítaros da con-tingência plena
de esperanças.
Manoel Ferreira Neto.
(07 de julho de 2016)

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