**PRETER-ITUDES DO DES-PERPÉTUO** - Manoel Ferreira
A quem deseja o eterno na alma. Meus cumprimentos!.
Preter-itudes ad-jacentes, preter-jacentes de itudes - pers-picácia de
so-letrar, so-litterisar, de-clamando letras, re-citando sons que trans-cendem
os desejos de expressão do que habita na alma vazia, fonemas fon-éticos que
trans-elevam os volos de ex-tases sol-sticiados pelos terrenos baldios das
utopias da beleza do belo, sentimentos e emoções aquém das metáforas do
sublime, meta-físicas da plen-itude, sin-estesias do ab-soluto, po-iética do
divino.
Angústia, tristeza, medo, solidão, desespero, inspiração e sensibilidade
precedendo abismos do mistério e enigma de tempos entre-laçados no vento
concebido em confins, passando em arribas, travessias de nonadas, levando as
meta-físicas das po-eiras para o in-finito in-audito. Assim falavam os orvalhos
do inverno e primavera, gerados no quotidiano das volúpias do fim eterno do
efêmero, dos êxtases do término efêmero do eterno, meta-morfose do pleno em
vácuo do Nada.
Inner, nous, theos do passageiro - pétalas de rosas que se abrem no
alvorecer, exalam o perfume inebriante do perfeito, no entardecer secas, caindo
no solo do canteiro, húmus para outras pétalas. No distante e longínquo
gerúndio do uni-verso rilha de cintilâncias a lua do perpétuo.
O verbo se torna carne na continuidade do tempo que vai se perdendo ao
longo dos existeres ideológicos e quiméricos da razão e intelecto, a ética da
beleza do espírito engolfada nas docas oceânicas, marítimas das morais
retró-gradas do divino que con-templa sob as cores do arco-íris a belle époque
da in-trans-itiva con-jugação do particípio que estende a mão ao in-finitivo
para atravessar o abismo sito à margem do rio de águas trans-lúcidas e à
soleira do deserto de areias frígidas, pers-crutando no imaginário do movimento
do espaço que roda sem pressa o nada-vazio-efêmero , e que nas linhas do
inter-dito, aos raios numinosos de sols das esperanças - sols-[tícios] das
quimeras da felicidade - o nada-vazio, vazio-nada são as miríades do efêmero
nada em nome do espírito de viver, con-viver com o sonho do nada, con-cebendo
nos inters-tícios do sempre-jamais, nunca-eterno as condições simples e
ingênuas de ser Vida na presença do sempre-nada, do sempre-sublime, do
sempre-eterno, jamais de vazios que ultra-passam os limites do sem-metáfora,
a-nunciação da vida à Luz da morte, re-{"vel"}-ação da morte aquém da
vida.
Manoel Ferreira Neto
(07 de julho de 2016)

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