PROJECTO #INTERCÂMBIO CULTURAL E INTELECTUAL# Manoel Ferreira Neto/GRAÇA FONTIS: TEXTO







Aproxima-se o encerramento deste Projecto #INTERCÂMBIO CULTURAL E INTELECTUAL#, dia 17 de julho de 2018. Aquando o idealizamos em maio/2018, uma era a nossa intenção: mostrar aos leitores as críticas realizadas pelos críticos nos últimos cinco anos, o crescimento, amadurecimento deles neste complexo trabalho que é a avaliação de uma obra literária, filosófica, poética, seguindo os seus cânones metodológicos e estruturalísticos, a síntese de todas as dimensões sensíveis, racionais, intelectuais, o que, não restarem dúvidas, é uma grande oportunidade de os críticos se projectarem, serem reconhecidos, renomarem-se.


Seja qual for a dimensão da obra a ser escrita, a intenção do desejo, da utopia a ser explorada, a mensagem a ser patenteada é a primeira manifestação da criação. Ingenuidade, inocência, ignorância o autor pensar que a sua intenção é realizada in totum, isto porque a obra num certo tempo de sua criação toma a pena e realiza-se por si mesma, é o que o leitor desinformado e leigo denomina "a obra toma a pena do escritor". Por vezes, a intenção dele fora uma, a obra encerrada apresenta coisas muitíssimo diferentes, paradoxais. Ao crítico é incumbida a transparência da intenção, as sendas e veredas artísticas, a criatividade e a construção do aspecto estético, fundamentado nos princípios metodológicos das idéias, dos pensamentos, na sensibilidade, subjetividade do autor. Muitas vezes o crítico passa por cima do que objetiva a intenção para fazer prevalecer a sua visão, o seu ponto de vista. Quando acontece de em nada o obra representar a intenção dele, a insatisfação com o crítico é patente, surgindo até corte das relações, a obra é adulterada, e para resgatar, recuperar a idoneidade dela levam anos, sob constante vigília de outros críticos. Certa vez, no início das relações com a amiga Ana Júlia Machado, ela fez um comentário de um poema de um autor e esse soltou-lhe os verbos, dizendo que ela havia adulterado o poema, fora arbitrária, gratuita; li o poema e li a crítica e não havia qualquer deslize dela, muitíssimo coerente. Fora quando ela começou a ser minha crítica, e já somam cinco anos de nossas relações, nosso companheirismo intelectual e íntimo.


São quatro os críticos que empreendem esta jornada de avaliação de minha obra, Graça Fontis, Ana Júlia Machado, Sonia Gonçalves e Maria Isabel Cunha. Por todos estes anos, cada uma seguindo a sua formação cultural e intelectual, a sensibilidade, subjetividade. Hei-de ressaltar, sublinhar a seriedade, sinceridade com as avaliações, críticas em todos os níveis de probas atitudes e responsabilidades, tem sim aquele propósito da veracidade da obra e dos princípios que foram armazenados para a avaliação. E sou radical em afirmar que nunca discordei de qualquer visão delas, da apresentação sensível e metodológica delas, nem mesmo supervalorizei uma crítica em detrimento de outra, tornando uma crítica superior a outra, todas são importantes, e a síntese de todas mostram dimensões além, transcendentes. Cumprimento cordialmente a todas por essa sinceridade com a minha obra. Acrescento que nestes anos todos o que aprendi de minha obra com as críticas é inestimável, valiosíssimo, com elas tive e tenho a oportunidade de aprofundar mais, descobrir outros horizontes, enriquecer as idéias e pensamentos, ampliar a criatividade, cada vez mais aproximando-me da consciência-estética-ética, que é o "eidos" de toda a obra. Esta harmonia, sin-cronia, sin-tonia entre o escritor e a crítica é quase achar agulha no palheiro, e eu tive esta sorte, este privilégio.


Relendo os textos, poemas, as respectivas críticas fui descobrindo coisas que na época das críticas passaram desapercebidas. Sinceramente dizendo penso ser interessante todas as críticas não aceitarem bem este título de "Críticas", embora compreenda e entenda o em que isto está fundamentado, a erudição da obra, obra complexa de entendimento, dificílimo de estabelecer os seus caminhos. E digo mesmo: devem se sentir orgulhosas por estarem realizando com primor a "crítica literária". Parabéns a todas.


Estive conversando com minha Esposa e Companheira das Artes, Graça Fontis, e projectamos que todos os anos, no final do primeiro semestre, vamos apresentar este INTERCÂMBIO CULTURAL E INTELECTUAL, especialmente com Portugal, Ana Júlia Machado e Maria Isabel Cunha são portuguesas, Sonia Gonçalves e Graça Fontis brasileiras.


Eis o que era imprescindível realizar nesta aproximação do encerramento deste Projecto, uma avaliação de cinco anos de críticas, das conquistas, realizações. Digo francamente que me sinto realizado nas Letras, sinto-me realizado com os meus sonhos e utopias. E vocês, minhas inestimáveis críticas são as razões desta realização.


Muchas, muchas gracias por esta jornada juntos, por nossas conquistas juntos, por nossa amizade verdadeira.


Abraços cordiais a todas.


(#RIODEJANEIRO#, 09 DE JULHO DE 2018)


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