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quarta-feira, 6 de abril de 2016

**SOLIDÃO ÚLTIMA DO PRESENTE** - Manoel Ferreira


Viver!... Isso é que jornada das mais fantásticas e mágicas.
Há quem sinta e pense que os éritos do pretérito são a pedra angular para o encontro da verdade, para o entre-laçamento das mãos com o futural, noutras palavras, as experiências ajudam a tecer outros projetos e sonhos. O passado é apenas o já vivido, sombra que acompanha os passos. As situações e circunstâncias de hoje são diametralmente contrárias e ad-versas às de ontem. Como servir dos éritos do passado para solucionar as questões que se pres-ent-ificam nas situações de hoje? As con-tingências deste instante-limite de agora separam do passado, dos éritos do pretérito. A "humanidade do ser" está nisto: separar o homem do passado, deixar-lhe no presente das con-tingências.
O futuro é um sonho, uma esperança. Viver é con-tingenciar o presente, o agora, con-sentir o efêmero, aceitar as dores e sofrimentos, equilibrar na corda bamba das decisões e consequências, e com isso amar a vida, a liberdade, daí projetar idéias, ideais e sonhos a serem conquistados e realizados. O passado é sempre martírio, crucifixão do homem, mais humano ser e estar no presente, no instante-limite, no agora.
Aquele que conhece a solidão última do presente conhece as últimas coisas e aquele que conhece a presença primeva do passado jamais saberá o que é a vida, jamais viverá a vida nas suas últimas consequências.
Ouvindo alguém dizer, referindo-se a alguém quem está às portas da morte, "Ele está com um pé aqui e outro lá", sempre penso no passado e no presente. Estar com um pé no passado e outro no presente é estar inerte, não irá para lugar algum. Os dois pés no presente e começar a andar no meio de todas as contingências.




Manoel Ferreira Neto.
(06 de abril de 2016)


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