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quarta-feira, 6 de abril de 2016

COMENTÁRIO DA AMIGA ESCRITORA E POETISA MARIA FERNANDES AO TEXTO /**HUMANIDADE DO SER**/


HUMANIDADE DO SER
Manoel Ferreira Neto.




Ser escritor é ser e não parecer! Se não sente como poderá imitar? A obra é o reflexo do seu autor . Sempre assim foi e será. Ninguém pode dar o que não tem. Um abraço, escritor amigo Manoel Ferreira Neto.




Maria Fernandes.




Diz Heidegger: "A obra é a origem do artista. O artista é a origem da obra" É o que você diz aqui, Maria Fernandes. Sublinhe-se e ressalte-se: "Origem". Origem é o "ser de." O que parece não é. Jamais parecer será "origem". Ser escritor é ser origem de si mesmo. Este texto é uma crítica muito séria aos que estão se dizendo escritores, sem o ser, e o que é pior ainda, sentindo-se orgulhosos e vaidosos. Esta farsa, esta falsidade o tempo e a vida cuidam de eliminá-las. Estes falsos e farsantes escritores serão esquecidos radicalmente. A humanidade neste sentido é muito justa: só os escritores mesmos tornam-se IMORTAIS, ETERNOS.




**HUMANIDADE DO SER**




Ser escritor... Não é?! Esplendido!... Maravilhoso!... Pura magia. Razão dos mais idôneos e lídimos orgulhos. Aquele dom e talento das palavras. Mudar o mundo, costumes, hábitos, cultura, o ver as coisas com olhos diferentes, tudo isto por inter-médio delas.
Se a vida fossem apenas pensamentos, idéias, razões, utopias... O homem estaria reduzido a quase nada, senão a nada. Digamos que isto é unicamente "tiquinho", "tico" diante de tantas outras dimensões.
Almejá-las e atingi-las, realizá-las, sê-las. A vida longa por vezes é insuficiente, por mais que a entrega seja inteira e completa, seja absoluta e total.
Começar do in-verso para alcançar o verso verdadeiro quiçá seja a vereda, a senda, o silvestre da floresta. As letras talvez ouçam este ideal, este sonho, esta utopia, realize-os com excelência e divin-itudes. Mas seria que o verso verdadeiro preenchesse as ausências, as faltas, as falhas, satisfizesse as carências, solidão, por mais as palavras hajam sido solidárias e compassivas?
Não creio nisto em absoluto, se o verso verdadeiro não for ipsis litteris a "humanidade do ser". Não o sendo, tudo isso a outro caminho não leva senão ao vazio mais abissal que se possa imaginar. E lá se vai a vida!
O escritor que são letras, que são a expressão mais estética da linguagem e estilo, a beleza na sua mais pura expressão, nada, em verdade, é senão a "fala", o "dis-curso" do nada. O escritor é a busca da "humanidade do ser", o amor, a leveza do amor, esse sentimento insustentável, e só o sendo pode trans-formar idéias, utopias, sonhos, pensamentos, culturas, virar o mundo às avessas, aos re-versos, aos in-versos. Mas começando por si próprio, ser ele esta "humanidade do ser", ser este amor, amar. Se o escritor quiser ser espertinho, usar de toda a sua perspicácia e inteligência, deixando-a impressa no dito de suas obras, gritam as palavras, rosnam, uivam, ruminam as letras e revelam a falsidade, a farsa, a hipocrisia do escritor no inter-dito.
Ser escritor é ser a "insustentável leveza do ser", a "humanidade do ser". Atingir, alcançar isto só mesmo por inter-médio das verdades mais abissais que habita o homem.




Manoel Ferreira Neto.
(06 de abril de 2016)


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