COMENTÁRIO DA AMIGA ESCRITORA E POETISA SONIA SON DOS POEM GONÇALVES AO TEXTO /**BOA TARDE, SENHORES CRÍTICOS**/


BOA TARDE, SENHORES CRÍTICOS
Manoel Ferreira Neto.



Tuas palavras esclarecedoras sobre o teu brilhante texto Manu abordaram esse relevante tema sobre a intelectualidade dos críticos e claro dos intelectualóides que fazem questão de marcar presenças em determinados textos. Nada entendo sobre isso de ser "intelectual" nem tenho a intenção, mesmo porque o que mais vemos são os falsos intelectivos pilotando seu zepelim em busca de Genis das literaturas, por aqui, já cruzei com alguns num passado recente. Claro que houve um certo exagero em expressar-se e definir-se como "cretino", porém fica claro que é somente uma analogia do poético autor ao filósofo citado usando força de expressão num linguajar mais que peculiar. E quanto a Drummond já li muito sobre como ele nem dava pelotas para os críticos e Quintana mais ainda...E o comentário do poeta Jonas pelo qual sempre tive uma enorme admiração veio enriquecer ainda mais, definiu de forma mais que brilhante como devemos não interpretar um texto, porque de achismo morreu um burro rsrsr arrasou né?Adorei tudo!!!Mas pergunto está tendo problemas com "esses" ou somente inspiração mesmo? Bjosss Parabéns sempre!



Sonia Son dos Poem Gonçalves.



Não, Soninha Son, não estou tendo problemas com os críticos. Mera inspiração que tive de explorar a irreverência nietzscheana e que acabei entrando na casa de Kant pela porta de trás, na Crítica da Razão Prática. Tenho a Crítica Oficial de minha obra, Mestra Rita Helena Neves, que é crítica de excelência, conhece-me e conhece minha obra. Intelectuais e intelectualóides que disserem besteira vão receber as minhas batatas descascadas que é o silêncio. Virgem Santa! - Você cruzou com intelectualóide(s) aqui, Soninha Son? Putz... Claro, correu léguas dele(s), são insuportáveis! Os que disserem coisas relevantes vão receber os meus aplausos sinceros. Drummond e Quintana não davam mesmo pelotas para os críticos, mas Drummond chegou a dizer não ter pensado em nada do que os críticos deste poema estavam dizendo. Superar a Mestra Rita Helena Neves vai ser muitíssimo difícil. Beijos, Soninha Son!!!






**BOA TARDE, SENHORES CRÍTICOS**



Dizem que o "inter-dito" só ec-siste na sensibilidade do intelecto, sensibilidade esta sedenta da verdade absoluta, e jamais irá matar essa sede tamanha, pois, além de ser incapaz de abarcar os mistérios, enigmas da obra, o ser ama ocultar-se e re-velar-se, amor de paixão ou com todas as paixões habitando-lhe. O que é mostrado, re-velado pela sensibilidade do intelecto em sua análise, inter-pretação da obra é uma miserinha de nada, e como diz o senso comum "miséria pouca é tiquinho", o interpretado, analisado é verdadeiramente um tiquinho. Três gotículas de água não matam a sede, quatro gotículas de água não matam a sede, cinco gotículas de água não matam a sede, de gotícula em gotícula a sede aumenta, aumenta, aumenta, em sequência, chega ao limite tal que a morte é inevitável. "De que mesmo morreu a sensibilidade do intelecto?". Responde-se: "Morreu de sede da verdade absoluta que habita o ser da obra."
E dizem também não ec-sistir um método implacável que abarque a verdade absoluta da obra. Na sensibilidade do intelecto entra a subjetividade do intérprete, do analista, num termo de incólume, idônea vulgaridade, entra a subjetividade do crítico. Aí é dizer com as três letrinhas bem sonorizadas: "Aff..." Por que "Aff..."? Quem conta um conto aumenta um ponto, não é o que também dizem? O crítico, naquele afã de notoriedade, ser quem mais fundo mergulhou na obra, ser quem abarcou o ser da obra, vai enfiar na sua análise, na sua interpretação, na sua crítica todas as suas fantasias, quimeras, sorrelfas, até mesmo os instintos mais elementares, suas faltas, falhas, ausências, carências, um balaio de "gatitos". Imagine-se de antemão às revezes as guiras que são escritas. E por falar nisso, também dizem, que Carlos Drummond de Andrade não só soltava as pulgas com as críticas do poema "No meio do caminho tem uma pedra/Tem uma pedra no meio do caminho" devido aos despautérios ditos e escritos sobre, até hoje ele, Carlos Drummond de Andrade, mexe-se e remexe-se na sepultura, pois os despautérios continuam em larga escala.
Fico imaginando uma obra universal, eterna nas mãos de um intelectualóide! Dizem que o intelectualóide é isento de sensibilidade, no lugar dela há a bestialidade. "Bestialidade do intelecto" - Aff... Não são mais despautérios de análise, interpretação, são sim imbecilidades, ridículos, idiotices, asnadas e asnices das mesmas. A sensibilidade do intelecto tem sede da verdade absoluta. E a bestialidade do intelecto tem sede? Se tiver sede, sede de que ela tem? Fosse intelectual, usando da sensibilidade, poderia até "chutar" uma resposta plausível. Não o sou. Intelectualóide muito menos, pois que o intelectualoidismo precede a intelectualidade. Estou bem longe de uma resposta plausível. Só posso dizer que o intelectualóide tem fome inaudita da própria verdade de si mesmo, e com as suas análises e interpretações ele nada mais quer mostrar e provar que existe no mundo, que habita na terra.
Vamos deixar disso de "Dizem que...", "Dizem também que..." Pode afigurar que estou desejando provar a Deus e ao mundo que sou um cretino, vivo para isto, e com isto enfio a minha imagem na sarjeta mais fétida que possa existir. Sou cretino: não preciso provar a ninguém isto. Mais cretino ainda por querer in-vestigar a idoneidade da crítica da sensibilidade do intelecto.



Manoel Ferreira Neto.
(05 de abril de 2016)


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